Canadá já não faz parte da coalizão contra o Daesh?

© AFP 2022 / GEOFF ROBINS Bandeira do Canadá em frente do Parlamento
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O Canadá alegadamente não foi convidado para uma reunião da coalizão internacional, liderada pelos EUA, que visa combater o grupo terrorista Daesh, a ser realizada em Paris na próxima semana.

O ministro da Defesa canadense Harjit Sajjan não recebeu o convite para a reunião da próxima quarta-feira (27), informou a rede noticiosa CBC.

Os seus homólogos da Austrália, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e EUA já confirmaram a sua participação no evento, a agenda do qual inclui primeiramente a discussão das formas de combate contra os terroristas do Daesh.

​A canadense CBC citou palavras do secretário parlamentar do chanceler do Canadá, Omar Alghabra, que avaliou a ausência do convite como "não sendo uma surpresa" tendo em conta o caráter "espontâneo" da reunião.

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Alemanha pode ajudar na luta contra o Daesh... mas só durante o dia!
Ele notou que os representantes dos países-membros da coalizão internacional se reúnem regularmente, independentemente do Canadá participar ou não, e a única diferença da próxima reunião é que será realizada a nível ministerial.

Cabe mencionar também que, durante o discurso do secretário da Defesa norte-americano Ashton Carter na semana passada, o Canadá não foi mencionado, quando o alto funcionário estava destacando “o papel importante” que os outros seis países [além dos EUA] convidados à reunião em Paris desempenham na luta contra o Daesh.

A CBC citou também vários especialistas canadenses em assuntos militares, que avaliaram a falta de convite como uma "indelicadeza". Dave Perry, do Instituto de Assuntos Globais do Canadá, disse que a situação significa que "o Canadá está fora das conversas cruciais".

"Nós não vamos estar presentes, enquanto outros membros importantes da coalizão estarão lá, tomando decisões sobre o desenvolvimento da missão", disse.

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‘Militares norte-americanos reconhecem êxito da Rússia na Síria’
A Síria está em estado de guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra um número de facções de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.

A coalizão internacional está realizando, já por mais de um ano, ataques contra posições do Daesh na Síria, mas a eficácia da operação já foi posta em questão inúmeras vezes.

A Rússia, que não faz parte da coalizão acima mencionada, lançou em 30 de setembro de 2015 uma campanha aérea a pedido do presidente sírio, Bashar Assad. Durante o tempo decorrido, a Força Aeroespacial russa, com a participação de navios da sua Frota do Mar Cáspio e de um submarino da Frota do Mar Negro (o Rostov-na-Donu) eliminou algumas centenas de militantes e milhares de instalações dos terroristas, além de minar a principal fonte de financiamento do grupo terrorista – o petróleo. Além disso, a Rússia conseguiu impedir parcialmente a venda ilícita de petróleo no mercado negro da Turquia.

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