Moscou: criação de tribunal internacional sobre voo MH17 contraria o bom senso

© Sputnik / Andrei Stenin / Abrir o banco de imagensPossíveis sinais de estilhaços de um míssil nos destroços do MH17
Possíveis sinais de estilhaços de um míssil nos destroços do MH17 - Sputnik Brasil
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A porta-voz oficial do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou nesta quinta-feira (14) a ideia da Holanda de criar um tribunal internacional para julgar criminalmente os responsável pela queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines na Ucrânia em 2014.

"Esta abordagem prova somente uma coisa – independente de qual avião se trata, de qual país se trata, tal abordagem comprova a falta de vontade em desvendar o que aconteceu realmente. Existe a tentativa de culpar momentaneamente aqueles que foram culpabilizados desde o início" – disse Zakharova em coletiva de imprensa.

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Nas palavras da diplomata, "a criação de quaisquer tribunais durante o período em que a investigação ainda não foi concluída, no mínimo, contraria o bom senso".

Nesta quinta-feira (14) o chefe do ministério de Relações Exteriores da Holanda, Bert Koenders, anunciou a possibilidade de instaurar um tribunal internacional para processar criminalmente os responsáveis pela catástrofe do boeing malaio na Ucrânia.

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A ideia chegou a ser levada pela Malásia para ser votada pelo Conselho de Segurança da ONU em 15 de julho de 2015 na forma de um projeto de resolução, mas acabou sendo vetada pela Rússia por ser considerada contraproducente e extemporânea, uma vez que a investigação oficial em curso, feita pela Holanda, ainda não estava completa.

O avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17 entre Amsterdã e Kuala Lumpur foi abatido em 17 de julho de 2014, no sudeste da Ucrânia, na região de Donbass. Todas as 298 pessoas a bordo da aeronave morreram no acidente.

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