Holanda anuncia possível criação de tribunal internacional sobre voo MH17

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Fragmentos do avião MH17 durante apresntação de relatório na Holanda - Sputnik Brasil
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O chefe do ministério de Relações Exteriores da Holanda, Bert Koenders, declarou nesta quinta-feira (14) sobre a possibilidade instaurar um tribunal internacional para processar criminalmente os responsáveis pela catástrofe do boeing malaio na Ucrânia.

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O avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17 entre Amsterdã e Kuala Lumpur foi abatido em 17 de julho de 2014, no sudeste da Ucrânia, na região de Donbass. Todas as 298 pessoas a bordo da aeronave morreram no acidente.

Kiev acusa os independentistas do leste do país de terem provocado a tragédia, mas estes alegam não dispor de armas capazes de abater uma aeronave em altitudes tão grandes.

"A investigação da procuradoria está sendo conduzida de forma muito ativa. Com base nisto, nos próximos meses, iremos decidir juntamente com os países envolvidos como encontrar o melhor mecanismo para perseguir [criminalmente] os responsáveis em nível nacional ou através da criação de um tribunal conjunto pelos países. A depender do desenrolar da investigação tomarem a decisão com outros colegas" – disse Koenders ao discursar no Parlamento Europeu  em Bruxelas.

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É de lembrar que no dia 15 de julho de 2015 a Malásia introduziu no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a criação de um tribunal internacional de investigação do acidente do voo MH17. A Rússia vetou esta resolução no dia 29 de julho daquele ano no Conselho de Segurança da ONU, destacando que o documento era contraproducente e extemporâneo, uma vez que a investigação que vinha sendo realizada por especialistas holandeses ainda não estava completa.

Em 13 de outubro de 2015 o Conselho de Segurança da Holanda apresentou os resultados da investigação da queda do boeing malaio. O relatório concluiu que o lado esquerdo do cockpit foi atingido por uma ogiva do tipo 9N314M, instalado num míssil da série, lançado pelo sistema de defesa antiaéreo, armado com mísseis terra-ar, Buk.

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A empresa russa Almaz-Antey, fabricante desse tipo de armamento, apresentou um relatório juntamente com o ministério da Defesa da Rússia dizendo que o lançamento do míssil poderia ter sido realizado da região do povoado Zaroshenskoye, que, segundo o lado russo, era ocupado por tropas ucranianas no momento da tragédia.

Além disso, a Rússia apresentou nesta quinta-feira (14) uma série de fatos obtidos por meio de pesquisas e experimentos indicando erros no relatório holandês, contestando, inclusive, a afirmação de que MH17 teria sido abatido por um míssil 9N314M do sistema Buk.

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