Chancelaria russa denuncia ‘manobras sujas’

© Sputnik / Vladimir Astapkovich / Abrir o banco de imagensMaria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante a entrevista coletiva em Moscou, 14 de janeiro de 2016
Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante a entrevista coletiva em Moscou, 14 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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A chancelaria russa realizou na quinta-feira (14) a entrevista coletiva semanal na qual comentou maiores desenvolvimentos internacionais de últimos tempos.

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou a detenção de três cidadãos russos na Turquia após os ataques em Istambul.

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A diplomata disse que um dos detidos é Aydar Suleymanov, que é também acusado na Rússia de ligações com o grupo terrorista Daesh.

“É caso quando os extremistas acusados de terrorismo na Rússia, infelizmente, durante muitos anos, e vemos isso, sentem-se bastante bem em território dos países estrangeiros”, destacou Zakharova.

A diplomata frisou que a Turquia e outros países que cooperam no âmbito da Interpol sabiam sobre as suas ligações com terroristas.

A chancelaria russa disse que entre as vítimas dos atentados que aconteceram em Jacarta não há cidadãos russos.

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Zakharova afirmou que as acusações do chanceler francês, Laurent Fabius, que disse que a Rússia alveja infraestruturas civis na Síria são estranhas e mal-fundadas.

“Os objetivos russos na Síria são transparentes”, acrescentou Zakharova.

A representante da chancelaria russa também destacou que a Turquia, que ecoa as declarações do chanceler francês, usa “manobras sujas”.

“É surpreendente que as autoridades a chancelaria deste país [Turquia] degradou-se até que recorrem a algo que podemos dizer que são manobras sujas, como acusar o nosso país de massacre de crianças, mulheres e idosos na Síria”, sublinhou Zakharova.

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Segundo Zakharova, a Turquia “realiza um jogo clandestino na região promovendo os seus estreitos interesses conjunturais”. Ancara aspira a alterar a configuração étnica no norte do país sob o pretexto de luta contra o Daesh.

“Condenamos tal linha política destrutiva que leva à mais escalação na região, apelamos aos trabalhos construtivos no âmbito dos esforços internacionais”, frisou a diplomata.

Segundo Zakharova, a Rússia está prestes a contribuir para o processo de reconciliação nacional no Afeganistão.

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