Operação russa na Síria é ‘ambulância que chegou para transportar o ferido ao hospital’

Nos siga noTelegram
O publicista Rezan Hido, integrante do Congresso das Forças Democráticas da Síria (que inclúi Unidades de Proteção Popular (YPG), forças dos assírios-cristãos e Coalizão Árabe da Síria) da cidade de Afrin, falou, em uma entrevista à Sputnik, dos confrontos com jihadistas que continuam na área entre as cidades de Afrin e Azaz, no norte da Síria.

Uma mulher passa por um edifício que foi danificado durante confrontos entre forças de segurança turcas e militantes curdos, na cidade do sudeste de Silvan, na província de Diyarbakir, Turquia, 7 de dezembro de 2015. Foto tirada em 7 de dezembro de 2015. REUTERS / Murad Sezer - Sputnik Brasil
Exército turco bombardeia bairros civis curdos
O publicista Rezan Hido, integrante do Congresso das Forças Democráticas da Síria (do qual fazem parte as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), forças dos assírios-cristãos e Coalizão Árabe da Síria) da cidade de Afrin, falou, em uma entrevista à Sputnik, dos  confrontos com jihadistas que continuam na área entre as cidades de Afrin e Azaz, no norte da Síria.

“As tropas das ‘Forças Democráticas da Síria’ aproximaram-se de Azaz à distância de três quilômetros. Esta cidade tem grande importância para nós. Os jihadistas da Frente al-Nusra e Ahrar al-Sham atacam Afrin exatamente a partir de Azaz. Fazemos o nosso melhor para afastar os militantes da cidade. Se por parte da população de Azaz aparecer tal pedido, faremos uma operação de limpeza de Azaz de terroristas. Neste momento em Azaz estão as tropas do Exército Livre da Síria, mas elas são bastante limitadas e não são capazes de controlar a situação. A maior parte de Azaz é controlada por militantes da Frente al-Nusra e Aharar al-Sham”, disse Hido.

Uma mulher combatente curda da Unidade de Proteção do Povo (YPG) na linha de frente na Síria. - Sputnik Brasil
Mulheres não ficam atrás dos homens no combate ao Daesh
Ele sublinhou que os aviões militares russos realizam ataques aéreos contra as posições dos militantes do Daesh, Frente al-Nusra e  Aharar al-Sham na área de Afrin e Azaz:

“Os aviões russos atacam também jazidas petrolíferas que são controlados pelo Daesh e cujo petróleo é fornecido à Turquia. Nós apoiamos as ações da Rússia, que visam destruir os  grupos terroristas na Síria. A operação da Força Aeroespacial da Rússia é como uma ambulância que chegou para transportar o ferido ao hospital. Estamos gratos à Rússia pelo apoio, a Rússia é o único país que nos ajuda na região, as suas ações na luta contra o terrorismo são muito eficazes”. 

Segundo Hido, os confrontos na região ainda continuam neste momento:

“Durante os confrontos conseguimos capturar alguns membros dos grupos Frente al-Nusra e Ahrar al-Sham. Entre eles estavam cidadãos da Turquia. No futuro mais próximo iremos revelar os nomes dos que ajudam estes grupos terroristas. As armas que a Turquia fornece a Azaz são destinadas aos militantes da Frente al-Nusra e Ahrar al-Sham. Dois dias atrás, reparamos em um drone turco em uma das aldeias na área de Azaz, que fazia um voo de reconhecimento para coletar informação”.

Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria - Sputnik Brasil
Curdos: operação da Rússia na Síria é retaliação contra Daesh por atentados na Europa
O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e reconhecido como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecido como a ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando um jihadista da tendência salafita, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos.

Não há uma frente unida de combate contra o Daesh: contra o grupo lutam forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, a coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se a ataques aéreos), assim como milícias xiitas libanesas e iraquianas. Uma das forças mais eficazes que combatem o Daesh são as milícias curdas, tanto no Curdistão iraquiano, como no Curdistão sírio.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала