China muda seu sistema militar até ficar irreconhecível

© AFP 2022 / JASON LEESoldados do Exército de Libertação da China marcham durante a parada militar em hominagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, 3 de setembro de 2015
Soldados do Exército de Libertação da China marcham durante a parada militar em hominagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, 3 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Na segunda-feira (12) o presidente da China, Xi Jinping, apelou aos órgãos reorganizados do Conselho Militar Central para se focarem em assegurar a vitória em qualquer guerra.

A grandiosa reforma militar dos órgãos de comando das Forças Armadas é sem precedentes na história da China, disse à Sputnik o especialista do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Vasily Kashin.

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Com efeito, o objetivo principal da reforma é liquidar as estruturas e organizações que são mais velhas do que a própria República Popular da China (que foi estabelecida em 1 de outubro de 1949 – red.). Se a reforma for bem-sucedida, a China modernizará o sistema de comando das Forças Armadas e superará os problemas organizativos do Exército de Libertação Popular que existiam por muitos anos. Na opinião do especialista, a reforma pode se prolongar no tempo e pode não ser considerada positiva por todos os militares, bem como pela sociedade chinesa.

Há que lembrar que os predecessores dos órgãos que a reforma agora liquida – o Estado-Maior, a Direção Política Principal, a Direção Principal – foram criados ainda em 1930 e existiram durante toda a história da China moderna.

O principal problema do Estado-Maior era o fato de este ter um caráter terrestre e não estar pronto a realizar operações de grande escala com a participação de vários ramos das tropas, afirmou Kashin.

A Direção Política Principal era responsável pela preparação ideológica no exército. Também incluía um serviço especial, responsável por operações propagandistas e políticas no estrangeiro. Ainda não está claro se este serviço permanece na Direção Política, que está sendo criada de novo num formato reduzido.

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Assim, os órgãos militares serão totalmente reformados. Ao mesmo tempo, esta reforma corresponde às tendências principais na área militar. Os chineses estudam a experiência internacional nesta área.

O especialista opina que todas as mudanças nas Forças Armadas são algo difícil e caro. A China está enfrentando muitos desafios, inclusive a presença crescente dos norte-americanos no Mar da China do Sul. A situação ligada a Taiwan também não está resolvida. A China deve responder de forma adequada a todos estes desafios. Tendo em conta a envergadura da reforma proposta por Xi Jinping, a resposta será bastante séria.

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