Índia não desiste de negociar com Paquistão após ataque contra base aérea

© AFP 2022 / NARINDER NANUSoldados indianos tomam posições na base aérea indiana Pathankot, 6 de janeiro de 2016
Soldados indianos tomam posições na base aérea indiana Pathankot, 6 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Na segunda-feira (11), o conselheiro da segurança nacional indiano, Ajit Doval, desmentiu informações de que as negociações com a participação dos chanceleres indiano e paquistanês, marcadas para esta semana, teriam sido canceladas.

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Entretanto, a Índia impõe uma condição: a Índia “falará com o Paquistão caso este aja” em relação ao ataque contra a base aérea indiana de Pathankot, informa a publicação NDTV News.

O Paquistão anunciou que as negociações terão lugar em 15 de janeiro em Islamabad. A Índia não confirmou datas mas não cancelou as negociações.

As relações entre a Índia e o Paquistão têm sido sempre tensas desde que os dois países proclamaram a independência do Reino Unido, praticamente 70 anos atrás. Ambos reclamam a região de Caxemira, no norte da Índia. A base de Pathankot fica a caminho desta área contestada.

O especialista militar indiano Uday Bhaskar afirmou que os extremistas que realizaram o ataque contra a base aérea não atingiram o seu objetivo principal porque as negociações entre a Índia e o Paquistão continuam. Na sua opinião, a Índia tem de esperar um pouco até que o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, tome algumas medidas.

“Este incidente enfureceu os indianos mas, para o Paquistão, é uma grande prova e um sinal que é tempo de mudar a sua política”, disse Bhaskar.

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O especialista destacou que, se o Paquistão não fizer nada, a Índia terá de mudar a sua posição e buscar alternativas às negociações, visto que restou todas as evidências necessárias à parte paquistanesa. Mesmo a mídia do país admite que chegou o tempo de lidar com os extremistas do Jaish-e-Mohammed.

Em 2 de janeiro, um grupo de homens armados irrompeu na base aérea indiana de Pathankot matando pelos menos 7 guardas. O Ministério das Relações Exteriores da Índia disse que o Paquistão deve “agir de forma rápida e decisiva” usando as evidências do ataque terrorista que indicam que os atacantes eram militantes do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed.

O Jaish-e-Mohammed está presente em muitos países e tem por objetivo separar a Caxemira da Índia.

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