Venezuela denuncia plano da direita para justificar intervenção estrangeira

© AFP 2022 / Juan BarretoPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas - Sputnik Brasil
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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, declarou que a ordem de retirada das pinturas de Simón Bolivar e do Comandante Hugo Chávez da Assembleia Nacional, por parte do deputado da direita Henry Ramos Allup, é o início de um plano para conseguir uma intervenção internacional na nação sul-americana.

"É o ultraje mais grave jamais cometido na história de 200 anos contra a sagrada memória do Libertador da América, Simón Bolívar. Não sejamos ingênuos, eles estão alimentando com ódio o espírito nacional para buscar uma alta confrontação e a intervenção internacional na Venezuela com uma coalizão de países de direita liderada pelos EUA", disse o mandatário venezuelano, citado pela rede TeleSur.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - Sputnik Brasil
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As declarações foram feitas durante uma cerimônia militar em Caracas, na qual oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) demonstraram absoluta lealdade e apoio ao governo.

O presidente venezuelano reiterou que os conspiradores "são perigosos e buscam uma situação de confronto”.

"Se eles tivessem um pouco de poder, eu lhes asseguro que entregariam este país para as tropas estrangeiras, se tivessem a oportunidade de fazê-lo", acrescentou o chefe de Estado.

Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro - Sputnik Brasil
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Anteriormente, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, também denunciou uma suposta tentativa da oposição de direita de conseguir uma intervenção na Venezuela, com a ativação de uma agenda violenta.

Segundo a TeleSur, a advogada norte-americana Eva Golinger divulgou na quinta-feira (7) um relatório do Departamento de Estado dos EUA segundo o qual o deputado Allup, novo Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, recebeu financiamento da embaixada norte-americana em Caracas entre 2004 e 2006.

A retirada das imagens de Bolívar e de Chávez foram recebidas com protestos dos venezuelanos nas ruas e nas redes sociais.

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