Rússia e China: testes nucleares norte-coreanos complicam situação na região

© AFP 2022 / JUNG YEON-JECidadão sul-coreano participa do protesto contra testes nucleares da Coreia do Norte, 7 de janeio de 2016
Cidadão sul-coreano participa do protesto contra testes nucleares da Coreia do Norte, 7 de janeio de 2016 - Sputnik Brasil
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A Rússia e a China são de opinião que os testes nucleares da Coreia do Norte podem agravar mais as tensões na região, informou a chancelaria russa na sexta-feira (8).

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Depois de uma conversa telefônica entre o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Igor Morgulov, e o representante especial chinês para assuntos da península coreana, Wu Dawei, a chancelaria russa divulgou um comunicado em que se diz:

“As partes realizaram uma troca detalhada de opiniões sobre a situação que se desenvolveu depois de a Coreia do Norte ter anunciado um teste nuclear. Destaca-se que as ações de Pyongyang violam da forma mais grosseira as resoluções do Conselho de Segurança da ONU existentes e podem causar o agravamento das tensões político-militares na região”.

O comunicado sublinha que as visões russa e chinesa quanto à situação coincidem.

“Foram frisadas as atitudes coincidentes da Rússia e da China a favor da resolução diplomática do problema nuclear da península coreana no âmbito do processo de negociações de seis partes” (ed: Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Rússia, Estados Unidos e Japão).

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Em 6 de janeiro a Coreia do Norte anunciou ter realizado o primeiro teste de uma bomba de hidrogênio. Na reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, todos os 15 membros do órgão tomaram a decisão de começar trabalhos sobre uma nova resolução sobre o assunto da Coreia do Norte. O Conselho de Segurança da ONU admitiu que o país violou quatro das suas resoluções aprovadas entre 2006 e 2013 e que a situação criada ameaça a paz e a segurança internacionais.

Na sexta-feira (8), os parlamentos da Coreia do Sul e do Japão adotaram resoluções condenando as ações norte-coreanas. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, apelou à Coreia do Norte para desistir de todos os programas nucleares e de mísseis existentes.

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