Britânico enfrenta cinco anos de prisão por ofensa a comida no Quirguistão

© Sputnik / Vladimir Pirogov / Abrir o banco de imagensA mina Kumtor no Quirguistão
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O britânico Michael McFeat, de 39 anos, enfrenta cinco anos de prisão por ofensa a especialidade gastronômica quirguiz.

McFeat, que trabalha na mina Kumtur, situada a 220 km de Bishkek, capital do Quirguistão, e a uma altura de 4 mil metros, foi detido na noite do dia 3 de janeiro pela polícia quirguiz após uma postagem que tinha divulgado no Facebook ganhara repercussão.

Naquela postagem, datada de 31 de dezembro de 2015, o mineiro colocou fotos de seus companheiros celebrando o Ano Novo em um restaurante.

"Um Hogmanay [véspera da Virada do Ano em quirguiz] fantástico graças a Bren De Los Santos [outro empregado da Kumtor]. Os quirguizes fazendo fila na porta do restaurante para provar o prato nacional, pênis de cavalo!", dizia a postagem.

McFeat referia-se ao chuchuk (ou sucuk), uma especialidade quirguiz feita de carne de cavalo.

A receita tradicional permite usar várias partes do animal para esta iguaria, mas a parte indicada por McFeat não é usada.

O comentário foi eliminado depois. O seu autor pediu desculpas dizendo que "nunca quis ofender ninguém".

No entanto, a postagem inicial provocou até uma greve organizada pelos empregados quirguizes da Kumtor em 3 de janeiro. Cerca de 1.300 pessoas reuniram-se para protestar contra os comentários do britânico, que, segundo eles, incitam a ódio racial.

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De acordo com Eldar Tadjibaev, presidente do sindicato mineiro quirguiz, citado pelo site Zanoza.kg, a postagem de McFeat cabe no artigo 299 do Código Penal do Quirguistão, que trata da "incitação ao ódio nacional, racial, religioso ou interregional".

Michael McFeat dirige o departamento de soldagem da Kumtor, governada por uma empresa estadunidense.

O jornal britânico Telegraph informa que os pais de McFeat defendem o seu filho, dizendo que ele "não quis nada de mau".

Segundo a família, o mineiro equivocou-se. "Foi um comentário nada sério", disse a mãe dele, Marilyn, citada pelo Telegraph.

A embaixada do Reino Unido no Quirguistão está investigando o assunto.

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