Membros do exército turco conspiram com Daesh

© REUTERS / Murad SezerFronteira entre Turquia e Síria
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Uma operação de escuta realizada no ano passado revelou que um número de oficiais do exército turco tinham contatos com os militantes do Daesh e que eles provavelmente ajudavam os fundamentalistas islâmicos a obterem novos recrutas, segundo informa a edição diária turca Cumhuriyet.

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A escuta foi parte da investigação lançada pelo escritório do procurador-geral de Ancara depois de seis cidadãos turcos serem declarados por seus parentes como desaparecidos e supostamente recrutados pelo Daesh, acrescentou o jornal.

O escritório do procurador obteve a permissão de escutar os telefones de 19 efetivos suspeitos de facilitar o contato entre as pessoas desparecidas e o Daesh. A investigação revelou que alguns dos suspeitos ajudaram os interessados em aderirem-se às fileiras do Daesh a entrarem em contato com o movimento islamista e a obterem os documentos precisados para atravessar a fronteira com a Síria e um meio de transporte.

As transcrições das conversas escutadas entre os suspeitos e os militantes do Daesh a quais a edição tem acesso também sugerem que pelo menos alguns de militares turcos ajudavam o Daesh a efetuar operações de recrutamento.

Segundo o jornal turco Today’s Zaman, a investigação foi relegada ao escritório da procuradoria militar do comando da 5ª Brigada Armada de Gaziantep no dia 15 de março de 2015 porque o suposto envolvimento de oficiais do exército leva o caso fora da jurisdição do escritório do procurador-geral de Ancara.

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A organização terrorista Daesh (proibida na Rússia e reconhecida como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecida como ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando o jihadista da tendência salafita jordaniano Abu Musab al-Zarqawi fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos.

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