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Cerca de 10 mil suspeitos de terrorismo entraram nos EUA durante os últimos 15 anos

© AP Photo / Darko VojinovicBandeira dos Estados Unidos
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Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, as autoridades norte-americanas permitiram a entrada de cerca de 10 mil pessoas, que depois se transformariam em suspeitos de atividades terroristas, afirmou o pesquisador norte-americano, Mark Thiessen.

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Medo do terrorismo nos EUA aumentou mais de cinco vezes em dezembro
“Na semana passada, o Departamento de Estado reconheceu no congresso que, desde 2001, foram anulados 9,5 mil vistos de pessoas que participaram de atividades terroristas, ou que estavam relacionadas à organizações terroristas. Isso significa que praticamente 10 mil pessoas consideradas perigosas para o ingresso nos EUA receberam, por engano, vistos de entrada para o país”, escreveu  o pesquisador do American Enterprise Institute, Mark Thiessen, em um artigo publicado pelo jornal Washington Post. 

O pesquisador destacou que a Secretária Adjunta para Assuntos Consulares do Departamento de Estado, Michele Thoren Bond, não soube responder aos congressistas sobre o que aconteceu com essas pessoas e se as mesmas ainda permanecem nos EUA. 

Thiessen também citou a pesquisa realizada pelo American Enterprise Institute, que analisou os dados divulgados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo essa pesquisa, o Departamento de Estado, nos últimos 15 anos, recusou 2,2 mil vistos a pessoas suspeitas de estar relacionadas ao terrorismo. Segundo Thiessen, desse modo os EUA  bloquearam a entrada de somente 20% de suspeitos de terrorismo. Ele usou esses dados como argumento contra a decisão da administração de Barack Obama de receber 10 mil refugiados sírios em 2016

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Terrorista da Califórnia jurou fidelidade ao Daesh
As discussões sobre prevenção do ingresso de terroristas nos EUA viraram o centro das atenções após os atentados na cidade de San Bernardino, Califórnia, em 2 de dezembro. O casal Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik assassinou 14 pessoas e deixou mais 21 feridas. Ambos foram mortos pela polícia algumas horas depois de terem deixado o local do crime. Logo em seguida, as investigações demonstraram que Malik nasceu no Paquistão e entrou nos EUA a partir da Arábia Saudita para casar com um cidadão norte-americano. Ela recebeu o visto, apesar de ter feito declarações nas redes sociais em defesa da “guerra santa”.

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