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Fim dos impostos de exportação de produtos argentinos pode afetar relações com Brasil

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“As relações de comércio entre Brasil e Argentina poderão ser modificadas a partir da recente decisão tomada pelo Governo argentino de eliminar totalmente o imposto de exportação sobre trigo, milho e carnes e fazer a redução de 5 pontos percentuais sobre a soja.”

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A avaliação é do empresário José Augusto de Castro, presidente da AEB – Associação de Comércio Exterior do Brasil. Ao abordar o tema das exportações brasileiras no ano que está se encerrando e no próximo, o empresário falou também do comércio bilateral Brasil-Argentina.

A AEB prevê para 2016 o dólar cotado entre R$ 4,00 e R$ 4,50, e, de forma geral, estima as exportações brasileiras no ano que vai se iniciar em US$ 187 bilhões, e as importações, em US$ 158 bilhões.

As estimativas para o fechamento de 2015 são de US$ 189 bilhões em exportações e de US$ 173 bilhões em importações. Os resultados definitivos de 2015 deverão ser conhecidos já nos primeiros dias de 2016, segundo o empresário José Augusto de Castro.

Sobre o comportamento da balança comercial brasileira em 2016, José Augusto de Castro afirma:

“Até a própria Argentina que, a partir de quinta-feira, 17, passou a ter câmbio livre, acaba indiretamente influenciando o Brasil. E também a decisão desta semana de isentar de imposto de exportação os produtos da Argentina, tipo milho, soja, carne, indiretamente vai atingir o Brasil. Também porque isso vai fazer com que a Argentina volte ao mercado internacional desses produtos, aumentando a oferta, e vai fazer com que a cotação dos produtos caia. Além disso, só o fato de a Argentina mudar a política cambial também contribui para a redução das cotações das commodities, o que atinge o Brasil.”

O presidente da AEB diz ainda que, “indiretamente, uma decisão da Argentina vai ter reflexo aqui no Brasil, no mercado interno”.

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