‘Advertência sinistra’: curdos repelem maior ofensiva do Daesh nos últimos meses

© AFP 2022 / SAFIN HAMEDInstrutor britânico em treinamento com combatentes curdos iraquianos nos arredores de Arbil em novembro de 2014
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As forças curdas alegadamente conseguiram repelir a ofensiva mais séria dos últimos seis meses do grupo terrorista Daesh no norte do Iraque.

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Os militantes do Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) lançaram ataques contra vários locais nos arredores da cidade de Mossul no norte do território iraquiano.

Os sítios alvejados pelo Daesh incluíram Narwan, Bashiqa e  Tal Aswad. Os ataques foram rechaçados em conjunto pelas tropas curdas e aviões da coalizão internacional liderada pelos EUA. Cada dos ataques envolveu até 120 militantes, dizem oficiais do Pentágono. Eles acrescentaram que pelo menos 300 militantes do Daesh foram mortos nos confrontos que duraram até esta quinta-feira (17). 

Durante o ataque os militantes usaram metralhadoras, carros-bomba, foguetes e buldôzeres armados contra tropas curdas, segundo oficiais.

Coronel Steve Warren, porta-voz militar estadunidense, foi citado pelo jornal The Washington Post dizendo que o ataque foi ”o soco mais duro o Daesh assestado desde este verão”.

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General Mark Odom, o principal oficial americano no Iraque, descreveu o assalto como uma tentativa de perturbar planos de retomar Mossul, cidade que neste momento é controlada pelo Daesh, diz a edição The New York Times.

O jornal também citou Masrour Barzani,o presidente do conselho de segurança da região do Curdistão iraquiano que disse que as últimas 24 horas serviram como “uma advertência sinistra de que n’ao devemos subestimar” os militantes do Daesh.

Ele acrescentou que o ataque também indicou de que alto grau as forças curdas “precisam de mais apoio terrestre além do apoio aéreo em continuação”.

A organização terrorista Daesh (proibida na Rússia e reconhecida como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecida como a ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando o jihadista da tendência salafita jordaniano Abu Musab al-Zarqawi fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos.

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