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Turquia acusa oposicionista de alta traição por liberdade de palavra

© AFP 2021 / ADEM ALTANParlamento da Turquia durante uma votação, Ancara, 30 de novembro de 2015
Parlamento da Turquia durante uma votação, Ancara, 30 de novembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Na Turquia foi lançado o caso contra o deputado que revelou na entrevista ao canal televisivo que materiais para produzir armas químicas vão para os terroristas na Síria através de território turco.

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A Promotoria Geral de Ancara iniciou uma ação judicial contra o deputado Eren Erdem, do Partido Popular-Republicano (oposicionista) de Istambul, depois de ele ter dito em uma entrevista ao canal televisivo RT que o território turco é usado para fornecer gás sarin, usado para produzir armas químicas, aos militantes do Daesh.

O político está suspeito de traição nacional.

A Sputnik contatou o presidente da bancada do Partido Popular-Republicano no parlamento da Turquia, Ozgur Ozel, que expressou o seu apoio a Erdem. Sublinhou que investigações contra deputados oposicionistas são uma coisa habitual na Turquia.

“A investigação lançada contra o nosso colega, Eren Erdem, nós a avaliamos como um ataque das autoridades politizadas que visam limitar a oposição no país. A decisão de iniciar esta investigação tem caráter político e não jurídico”, disse Ozel.

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Segundo o deputado, Erdem não inventou o que disse em entrevista: não afirmou que a Turquia é o país que fornece sarin aos terroristas, mas somente prestou atenção a este assunto alarmante. “Ele presta atenção ao fato de que o gás sarin proveniente do estrangeiro entrava à Síria do território turco, chamando isso de um fato alarmante”, disse, textualmente, o chefe da bancada do investigado.

“Tendo em conta tudo isso, pensamos que seria mais correto iniciar uma investigação não contra o nosso colega mas contra o promotor de Ancara, que fez esta conclusão”, afirmou Ozel.

Frisou que para o deputado, não é um crime compartilhar a sua opinião em entrevista se há provas das informações. Também não convém se esquecer da imunidade parlamentar e da liberdade de expressão que existem na Turquia – pelo menos na sua legislação.

“É evidente que as declarações do nosso deputado tocaram no assunto muito delicado para o partido ao poder. <…> Somente isso pode explicar porque o governo expressa tal reação demasiadamente [agressiva] e não adequada nesta situação”, disse o político.

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Ozel afirmou que manifesta o seu apoio de Erdem porque este assunto tem relação não somente ao Partido Popular-Republicano mas a todos os 550 deputados do parlamento turco.

Em 2 de dezembro do ano em curso, o Ministério da Defesa da Rússia mostrou dados que provam o envolvimento das autoridades turcas no tráfico ilegal de petróleo do grupo terrorista Daesh (“Estado Islâmico”). O Daesh proclamou o assim chamado “califado” em várias zonas dos territórios sírio e iraquiano, ameaçando outros países. O petróleo é uma importante fonte de financiamento do grupo, que apoderou-se de várias jazidas na Síria.

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