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Medidas do novo governo argentino facilitam importações de produtos brasileiros

© AFP 2022 / Evaristo SaPresidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, e presidenta do Brasil, Dilma Rousseff
Presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, e presidenta do Brasil, Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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O novo governo argentino anunciou hoje (14) duas medidas para incentivar as exportações de carne e grãos e destravar as importações de produtos de outros países, inclusive do Brasil.

Um decreto do presidente Mauricio Macri reduz de 35% para 30%, o imposto sobre exportação de soja e isenta as exportações de trigo, milho, girassol e carne bovina. Os impostos foram criados por sua antecessora, Cristina Kirchner, em 2008, quando os preços das commoditieseram altos. E foram mantidos, mesmo depois, para financiar o gasto público.

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Macri espera que a diminuição da carga tributária leve o setor agrícola (principal motor da economia argentina) a liquidar as exportações de grãos, que eles estocaram. Pelos cálculos dos economistas, se isso ocorrer, entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões entrariam no país, reforçando as escassas reservas do Banco Central.

No mesmo dia, o novo ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, garantiu que, a partir de 31 de dezembro, deixa de vigorar a Declaração Jurada de Autorização a Importação (DJAI) – uma medida burocrática, usada por Cristina Kirchner para equilibrar a balança comercial quando faltavam dólares no país. 

Criada em 2012, a DJAI é um documento outorgado pelo governo, autorizando determinadas importações que, segundo queixas de empresários brasileiros, muitas vezes servia para atrasar ou inviabilizar importações. Os produtos ficavam retidos na fronteira à espera do sinal verde e se fossem perecíveis ou estacionais acabavam sendo devolvidos.

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Segundo Cabrera, dos 19 mil produtos que dependiam de uma DJAI para entrar na Argentina, 18 mil poderiam ter licenças de importação automáticas. Mas o anúncio da abertura feita numa reunião da União Industrial Argentina (UIA) não agradou a todos. A indústria automotriz depende de peças do Brasil para montar carros. Outros setores, no entanto, se beneficiaram da barreira para eliminar a competição estrangeira e crescer. 

Também nesta quinta-feira, o ministro da Energia, Juan Jose Aranguren, anunciou que a partir do dia 1º de janeiro vai reduzir os subsídios à energia, o que pode acarretar em aumento nas tarifas, informou Agência Brasil.

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