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Governo divulga protocolo de atenção a gestantes e bebês contra zika e microcefalia

REPORTAGEM DE NOVO PROTOCOLO MICROCEFALIA 2 DE
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Devido ao crescimento do número de casos de microcefalia no Brasil, o Ministério da Saúde divulgou novo Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika.

O objetivo do documento é orientar as equipes de saúde, privada e pública, para identificação precoce de infecção pelo vírus zika e assistência às gestantes e bebês. 

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira, 15, em apenas uma semana houve um aumento de 36% no número de casos suspeitos de microcefalia no Brasil, passando de 1.761 para 2.401casos. O Ministério da Saúde confirmou que, deste total, 134 casos de microcefalia foram causados pelo zika vírus desde o início do ano no país. Outros 102 casos suspeitos foram descartados. E mais 6 Estados registraram casos suspeitos de microcefalia: Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará.

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Em todo o país estão sendo realizadas ações para combater o mosquito Aedes Aegypti, porque, segundo o Ministério da Saúde, só assim também será possível combater a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, o novo protocolo está voltado para atuar principalmente junto às mulheres em idade fértil, gestantes e nascidos com microcefalia. Entre as medidas, as equipes vão orientar melhor quem não quer engravidar e dar sugestões simples para quem quer ter filho, como, por exemplo, usar mosquiteiros e roupas compridas, para evitar picadas do mosquito.

“Os objetivos principais desse protocolo é atingir esse público: mulheres em idade fértil, gestantes e nascidos com microcefalia”, diz Alberto Beltrame. “O que nós vamos fazer para orientar e para melhor atender e acolher essas mulheres? A gente tem ouvido falar que há pouco a fazer em relação às crianças com microcefalia. Isso não é verdade. Há muito a fazer, principalmente o acolhimento das gestantes, o acolhimento dos familiares, o apoio psicológico e emocional, que é extremamente importante diante de uma situação extremamente desfavorável, que é se ter um filho com microcefalia.”

Alberto Beltrame alerta, no entanto, que não há motivo para criar pânico na população, principalmente entre as gestantes:

“A grande questão é diferenciar o medo do pânico. Não há motivo para pânico na população, e de todo mundo enlouquecer por causa de um mosquito e da ocorrência de dengue e de zika. Agora, o medo calculado que proteja a mulher, que proteja a criança da picada do mosquito é absolutamente saudável. É importante que as pessoas tenham consciência de que esse mosquito tem uma distribuição hoje mais no Nordeste, mas ele poderá se distribuir para o resto do país – existem casos já em outros Estados –, e a proteção e a adoção de medidas para matar o mosquito ou não deixar ele nascer, ou se proteger com roupas, que é o que nós temos recomendado para mulheres em idade fértil, que desejem engravidar ou para as gestantes, que se protejam com roupas compridas, com mangas, com calças, de preferência, sapatos fechados, porque se andar com uma sandália pode picar no pé. O mosquito Aedes Aegypti tem uma preferência por picar extremidades do corpo. Então, proteger isso é importante.”

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Conforme o novo protocolo de combate à microcefalia, o Ministério da Saúde orienta o acompanhamento da gestante no pré-natal, que deve ser mais cuidadoso, e se a mulher tiver sintomas de zika isso será anotado na caderneta dela.

Já após o nascimento do bebê, os recém-nascidos com suspeita de microcefalia (que nasceram com crânio menor que o normal) deverão ser submetidos ao exame de ecografia. Se o resultado não for conclusivo, uma tomografia também deverá ser realizada, para fechar o diagnóstico.

O Ministério da saúde recomenda ainda a manutenção do aleitamento materno, porque não há evidência científica de que a doença possa ser transmitida pelo leite.

Depois de confirmada a doença, a preocupação passa a ser o pronto atendimento do bebê, onde o tratamento deve seguir pelo menos até os 3 anos de idade da criança.

O Ministério da Saúde também orienta a utilização de repelentes, e afirma que eles não prejudicam a gravidez.

Nesta quarta-feira, 16, deve acontecer uma reunião das autoridades da Saúde com produtores de repelentes, para se estudar a viabilidade de fornecer repelentes na distribuição do SUS – Sistema Único de Saúde.

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