Equador e Suécia chegam a acordo para interrogar Assange

© Sputnik / Elena Pakhomova / Acessar o banco de imagensUm tribunal britânico confirma decisão de extraditar Assange para a Suécia
Um tribunal britânico confirma decisão de extraditar Assange para a Suécia - Sputnik Brasil
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O Equador e a Suécia assinaram um acordo que autoriza o interrogatório de Julian Assange na embaixada equatoriana em Londres. O fundador do WikiLeaks permanece no local desde 2012 e deverá ser interrogado na próxima quinta-feira, 17.

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As negociações para um interrogatório na embaixada estavam em andamento desde o mês de junho de 2015.

“O acordo, sem dúvida alguma, é um instrumento que fortalece relações bilaterais e facilita, por exemplo, o cumprimento das questões judiciais como o interrogatório do Sr. Assange, isolado na embaixada equatoriana na Inglaterra”, afirma o comunicado do Equador.

A administração central do Ministério da Justiça da Suécia informou nesta segunda-feira (14) que o acordo de cooperação bilateral que permitirá o interrogatório de Assange está pronto, mas ainda não entrou em vigor. 

“Em Quito, no Equador foram realizadas em 10 de dezembro as negociações finais sobre o acordo, e o Ministério da Justiça atualmente está preparando uma confirmação do acordo para a próxima sexta-feira (17). Em seguida, haverá uma troca de notas, após a qual o acordo entra em vigor”, explicou o Ministério da Justiça sueco. 

O escritório da procuradoria sueca, por sua vez, declarou que ainda não tem informação oficial sobre o acordo bilateral entre a Suécia e Equador para a assistência jurídica, que permitirá o interrogatório de Julian Assange. 

"Ainda não temos qualquer informação oficial relacionada com o acordo. Foi relatado na mídia que o acordo ainda não foi assinado. Assim, a situação continua a mesma para nós", disse o serviço de imprensa da procuradoria. 

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Em 2006 Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais segredos expondo a corrupção e crimes. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava muitas matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas ele não se considerava “fundador”, mas só “editor-chefe”.

O WikiLeaks publicou aproximadamente 600 mil documentos do Departamento de Estado norte-americano e das Forças Armadas dos EUA que revelavam como o país agiu nas guerras do Iraque, do Afeganistão e em questões diplomáticas. Os documentos também revelam a extensão da cooperação da NSA e da GCHQ (Government Communications Headquarters, serviço secreto inglês) na espionagem contra outros países aliados.

Foi relatado que o governo britânico gastou cerca de 14 milhões de dólares em três anos para garantir que o fundador do WikiLeaks não tente escapar da embaixada do Equador.


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