Fim da conspiração: Estrela da Morte revela mistérios

© Foto / NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDASuperfície de Ceres em cores imaginadas
Superfície de Ceres em cores imaginadas - Sputnik Brasil
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O Contato fracassou: não há alienígenas em Ceres, planeta anão que faz parte do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Nem é nenhuma Estrela de Morte. Porém, a mais recente pesquisa divulga dados que decifram parte do mistério.

Ceres, o maior corpo celestial do cinturão, atrai a atenção desde março, quando a espaçonave não tripulada Dawn apareceu nas suas imediações querendo fazer amizade.

Naquela foto, uma das primeiras do encontro (de longe ainda), se vê claramente um ponto brilhante.

Viu? Prepare-se para mais: há mais de 130 locais como este — não são visíveis em uma foto com esta dimensão, mas demos crédito aos cientistas.

Segundo o grupo de pesquisadores, composto por representantes de instituições e universidades europeias e norte-americanas, o ponto mais brilhante contém sulfato de magnésio, que é uma espécie de sal.

Daquele local, situado na cratera Occator, emana uma neblina — que, de acordo com os astrônomos, é uma sinal da presença de uma substância gelada — que se evapora ao ser tocada pela luz do Sol.

Sim, pode ser a água também. O texto da pesquisa, publicado na revista Nature, diz: "…componentes adicionais que não são refletidos espectralmente com nesta faixa de comprimento de onda, como o gelo de água, também podem estar presentes".

Mais um argumento a favor da hipótese de água são os dados obtidos do telescópio Herschel, que dão conta de uma "substância volátil, muito provavelmente água".

Como disse o Mensageiro Sideral da Folha de São Paulo: "Seja qual for a composição desse material, uma coisa é certa: água esteve envolvida em sua formação'.

Um trabalhador no local da construção do cosmódromo Vostochny na região de Amur. - Sputnik Brasil
Construção do cosmódromo de Vostochny
E se for água, será quase certo que estes locais são os lugares mais "jovens" do asteroide.

Na verdade, em Occator, de 90,5 km de diâmetro e de 4 km de profundidade, há "múltiplos pontos brilhantes parcialmente coalescidos".

Ceres fica em uma região um pouco por trás de Marte (visto do Sol), que promete tornar a ser o centro das atenções na próxima década.

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