Afeganistão enfrenta escolha entre Daesh e Talibã

© REUTERS / StringerForças de segurança afegãs mantêm vigilância enquanto veículo pega fogo na rodovia Kabul-Kandahar após embate entre as forças do governo e militantes do Talibã em 14 de outubro de 2015.
Forças de segurança afegãs mantêm vigilância enquanto veículo pega fogo na rodovia Kabul-Kandahar após embate entre as forças do governo e militantes do Talibã em  14 de outubro de 2015. - Sputnik Brasil
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Nos últimos dias, apareceram notícias segundo as quais os militantes do Daesh teriam ocupado alguns territórios no leste do Afeganistão.

O jornal britânico The Times diz que o avanço do Daesh para o território afegão está ligado à retirada de tropas ocidentais e às divisões dentro do movimento do Talibã. O Pentágono declarou que tem conhecimento da presença de militantes leais ao Daesh e que está avaliando o aumento das ameaças na região.

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O especialista Petr Goncharov comentou a situação. “Os EUA e a OTAN perderam o jogo no Afeganistão e agora fingem que alegadamente sabem do aparecimento dos militantes do Daesh no Afeganistão.  Mas surge uma pergunta: se sabem porque não fazem nada?” Na opinião do especialista, o Pentágono diz que os militantes agem com crueldade, praticando torturas e execuções, mas permanece somente observador.

O Estado-Maior da Rússia está preocupado com o facto de que o Daesh no Afeganistão usa a mesma tática que usou no Iraque e na Síria: penetram na região de forma clandestina e declaram o controle dos territórios. Segundo o Estado-Maior russo, o número de extremistas no Afeganistão atinge 3500, o que é muito.

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O Daesh no Afeganistão é integrado por talibãs principalmente de origem paquistanesa, bem como por militantes chechenos e uzbeques. É interessante saber a opinião dos próprios afegãos. O líder do Movimento da Solidariedade Nacional, Seyed Eshaq Gailani, disse em entrevista à Sputnik que o Daesh é um novo fenómeno no Afeganistão.

“Avisámos a comunidade internacional que hoje há talibãs e amanhã aparecerá mais alguém que será pior que os talibãs”, afirmou o político afegão.

Na opinião do político, é necessário resolver todos os problemas com os talibãs para enfrentar este novo fenómeno do Daesh.

“É preciso de salvar a nação porque é pouco provável que nós consigamos por nós próprios enfrentar o Daesh e os talibãs ao mesmo tempo”, afirmou.

As posições do Daesh no Afeganistão são cada vez mais fortes. Há quem diga, pelo contrário, que o Daesh levará 4-5 anos a fortalecer as suas posições no Afeganistão até o nível que há no Iraque e na Síria. Mas quem o afirma engana-se porque o Daesh tem um forte financiamento.

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