França estuda limitar Internet para proteger-se do terrorismo

© AFP 2022 / LEON NEALUma vaca de plástico exposta em uma feira no Reino Unido em 2014
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Na França, a Direção de Liberdades Públicas e Assuntos Jurídicos (DLPAJ) está preparando um leque de medidas para reforçar a segurança antiterrorista no país.

De acordo com a revista L´Observateur, que se refere ao jornal Le Monde, o Ministério do Interior francês divulgou, ainda em 1 de dezembro, uma nota interna, com uma lista de medidas cujo intuito seria a prevenção de ações terroristas.

A lista inclui a "interdição de conexões WiFi livres e compartilhadas" em todo o período de estado de emergência. A desobediência poderia ser punida criminalmente.

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Outros meios informáticos que o mundo civilizado já há tempo associa com a liberdade, inclusive redes criptografadas como a TOR, também correm o risco de serem restritos.

"Na Internet, a luta contra o terrorismo, a guerra contra o terrorismo é uma guerra total que implica que se utilize a totalidade das ferramentas que estão disponíveis", disse o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve.

Além disso, o Interior planeja arrumar acesso aos dados pessoais de usuários de aplicativos de mensagens instantâneas e VoIP, como o Skype e WhatsApp.

A comunidade de internautas já reagiu, zombando das iniciativas.

Um tuíte diz, por exemplo: "Quando não houver mais WiFi, com certeza estaremos protegidos dos terroristas".

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A preocupação com o terrorismo está crescendo na França depois dos atentados de 13 de novembro, quando 129 pessoas foram mortas em tiroteios e explosões reivindicados pelo grupo terrorista Daesh (também conhecido como Estado Islâmico).

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