Assad: Ataques britânicos na Síria são 'apoio ao terrorismo'; Rússia 'protege a Europa'

© AP Photo / Vahid SalemiPresidente sírio Bashar Assad
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Os ataques aéreos realizados pelo Reino Unido contra o Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) na Síria são "ilegais" e constituem "um apoio ao terrorismo", segundo disse o presidente sírio, Bashar Assad, em entrevista ao Sunday Times neste domigo (6). Por outro lado, ele elogiou a intervenção dos russos, que "compreenderam bem" a questão.

"Será prejudicial e ilegal, e será um apoio ao terrorismo", disse Assad, em referência aos bombardeios autorizados pelo parlamento britânico na última quarta-feira (2).

"Não se pode derrotar (o Daesh) somente com bombardeios aéreos. Não se pode derrotá-lo sem cooperar com tropas em terra. Não se pode derrotar se não tiver a aprovação do povo e do governo sírios", reiterou o chefe de Estado.

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Assad também questionou a veracidade das declarações do premiê britânico, David Cameron, a respeito dos "70 mil combatentes sírios moderados" sobre os quais a coalizão internacional liderada pels EUA poderia se apoiar em terra para combater o grupo terrorista.

 

"Onde estão? Onde estão os 70 mil moderados de quem falam? Não há 70 mil. Não há 7 mil", afirmou.

Por outro lado, o presidente sírio voltou a elogiar a intervenção russa na Síria, que corresponde ao direito internacional na medida em que foi iniciada em 30 de setembro após um pedido oficial de Damasco.

"Quantas células extremistas existem agora na Europa? Quantos extremistas vocês exportaram da Europa para a Síria? O risco é a incubadora. Os russos compreenderam bem. Querem proteger a Síria, o Iraque, a região e inclusive a Europa. Não estou exagerando se digo que hoje protegem a Europa", disse ele.

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Questionado sobre uma possível operação terrestre por parte das tropas russas, Assad afirmou que "o tema ainda não foi debatido", mas disse acreditar não ser necessário, por enquanto, "porque as coisas estão evoluindo bem".

O líder sírio ressaltou, porém, que a cooperação com os países ocidentais seria bem vinda se eles "realmente estiverem dispostos a nos ajudar a combater o terrorismo".

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