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Opinião: CNBB é contra impeachment por ser a favor da democracia

© AP Photo / Joedson AlvesA presidenta do Brasil, Dilma Rousseff
A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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Na quinta-feira, 3, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu nota de repúdio ao processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Em entrevista exclusiva à Sputnik, o ex-presidente do Conselho Federal da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e membro da CBJP – Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Marcelo Lavenère, explicou que o que levou a CNBB a se posicionar contra a aprovação do processo de impedimento é a histórica participação da entidade em movimentos e ações em prol da democracia no Brasil.

“Neste momento, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz acompanha aquilo que se chama crise pela qual passa o sistema político brasileiro, e é da convicção deste órgão que é extremamente impróprio, inadequado, inoportuno e até mesmo ilegítimo o acatamento do pedido de impeachment feito pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, especialmente diante da falta de idoneidade moral, de legitimidade ética, que o presidente não tem, em virtude das denúncias e das comprovações dos ilícitos praticados por aquela autoridade.”

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Opinião: acolhimento do processo de impeachment é ´golpismo` e ´revanchismo`
Em 1992, Marcelo Lavenère, como presidente do Conselho Federal  da OAB, juntamente com o então presidente da ABI – Associação Brasileira de Imprensa, Barbosa Lima Sobrinho, ambos como pessoas físicas, estiveram à frente do pedido de impeachment do Presidente Fernando Collor de Melo, que acabou impedido, mesmo tendo renunciado ao cargo, pois o processo contra ele prosseguiu.

O advogado ressalta, no entanto, não ver nenhuma similaridade entre as situações ocorridas com Collor e agora com a Presidenta Dilma.

“A minha convicção é de que são circunstâncias diferentes, diversas, e a cada dia fica mais claro que os motivos, os fundamentos e a razão jurídica daquele impeachment em 1992 são completamente diferentes daquilo que existe hoje. Agora nós estamos vivendo uma tentativa política de desestabilizar o Governo, uma reação de quem perdeu as eleições e não se conforma com este resultado, uma crônica de uma morte anunciada, já que esse pedido de impeachment já se anunciava antes mesmo da posse da Presidenta Dilma. Agora, a partir de uma chantagem que todo o Brasil conhece e reconhece, feita pelo presidente da Câmara, se torna ainda mais diferente a situação de hoje daquela situação de 1992.”

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