Mais provas? Exército Livre da Síria confirma fornecimento de petróleo do Daesh à Turquia

© AFP 2022 / YOUSSEF KARWASHANMen work on cauldron in the Rmeilane oil field in Syria's northern eastern Hasakeh province on July 15, 2015
Men work on cauldron in the Rmeilane oil field in Syria's northern eastern Hasakeh province on July 15, 2015 - Sputnik Brasil
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O Exército Livre da Síria anunciou que tem cópias dos contratos assinados pela Turquia de compra de petróleo bruto do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) na Síria e no Iraque, diz a agência iraniana FARS citando um oficial do Exército Livre da Síria responsável por assuntos de informação.

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O Exército Livre da Síria diz ter o que eles chamaram de “imagens dos contratos”. 

Esta é somente uma das evidências dos contratos petrolíferos entre Ancara e o grupo jihadista, que foram veementemente negados pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Erdogan até prometeu resignar se alguma prova for apresentada do seu envolvimento nas compras do petróleo contrabandeado pelo Daesh.

Esta foi uma resposta às palavras do presidente russo Vladimir Putin de que Moscou tem provas de que o Su-24 russo foi abatido pela Turquia para proteger os fornecimentos de petróleo do Daesh e que o petróleo dos campos petrolíferos que o grupo terrorista controla está sendo exportado à Turquia à escala industrial.

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Entretanto, o major-general do Serviço de Inteligência do Exército Livre da Síria Hosam al-Awak confirmou, em uma conversa com a Sputnik, que a sua organização possui fotos de acordos e contratos petrolíferos assinados pelo lado turco com o grupo terrorista Daesh, que controla grandes partes do Iraque e da Síria. 

Além disso, ele confessou o seguinte:

“Logo desde o início da crise síria, em 2011, a Turquia tem apoiado os islamistas e terroristas na Síria por todos os meios possíveis contra os grupos moderados”.

al-Awak   também avaliou de maneira positiva a operação da Força Aeroespacial russa na Síria:

“Nós acreditamos que a Rússia é a parte racional no mundo. Em termos da causa síria, os russos poderiam cooperar melhor com todos os partidos/ fações, inclusive com o Exército Livre da Síria”.

“Se isto acontecesse, então a intervenção russa na Síria poderia alcançar melhores resultados”, acrescentou.

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O avião russo Su-24 foi abatido em 24 de novembro por um caça F-16 turco sobre o território sírio, tendo caído a quatro quilômetros da fronteira com a Turquia. O presidente russo, Vladimir Putin, chamou a derrubada do avião de um "golpe nas costas por cúmplices dos terroristas". Ancara declara que o SU-24 entrou no seu espaço aéreo. O Estado-Maior Geral da Federação da Rússia afirmou que o bombardeiro não tinha cruzado a fronteira com a Turquia, o que foi confirmado por dados da defesa antiaérea síria. Segundo os dados de uma fonte da Reuters na administração dos EUA, Washington tem todos os motivos para pensar que a aeronave foi abatida sobre a Síria, mas o Pentágono não confirmou esta informação oficialmente.

O piloto do Su-24, Oleg Peshkov, foi baleado a partir do solo durante a ejeção por militantes turcomenos no território por eles controlado. O copiloto salvo, Konstantin Murakhtin, disse a jornalistas que o Su-24 não cruzou a fronteira e que a tripulação não recebeu quaisquer avisos da parte de aviões turcos.

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