Turquia bloqueia navios russos em estreitos do mar Negro ou não?

© AP PhotoNavio militar russo passa pelo esterito do mar Negro do Bósforo em direção do mar Mediterrâneo, 6 de outubro de 2015
Navio militar russo passa pelo esterito do mar Negro do Bósforo em direção do mar Mediterrâneo, 6 de outubro de 2015 - Sputnik Brasil
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Os navios da Marinha russa não tem dificuldades em passar através os estreitos do mar Negro, Bósforo e Dardanelos, disse à agência noticiosa russa RIA Novosti uma fonte diplomático-militar.

Mais cedo, várias publicações divulgaram informações dizendo que a passagem de navios russos através dos estreitos foi obstaculizada pela Turquia, no seguimento do abate do bombardeiro russo Su-24 pelo caça turco F-16 e das tensões crescentes nas relações bilaterais. Segundo estas informações, dezenas de navios russos teriam passado horas aguardando a permissão turca para atravessar o Bósforo.

"Agora navios russos não têm problemas alguns para passar pelos estreitos do mar Negro. Embora seja habitual que alguns navios estão à espera do seu turno para atravessar o estreito devido ao seu trânsito tenso e cataclismos naturais que obstaculizam a navegação", disse a fonte.

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Acrescentou que as autoridades turcas que regulam a navegação nos estreitos às vezes fecham-nos por causa da bruma ou abrem o tráfego primeiramente numa direção e depois na outra devido à acumulação de navios nos estreitos.

Quanto às informações sobre o navio de transporte russo Yauza que teria tido um encontro no estreito de Dardanelos com um submarino turco, a fonte afirmou que elas não correspondem à realidade.

"Em relação ao submarino turco, posso dizer que não há algo extraordinário em que se encontrou com o nosso veículo de transporte. Estas embarcações [os submarinos] de vez em quando atravessam o estreito em ambas as direções assim como outros navios da Marinha turca", destacou a fonte.

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O avião russo Su-24 foi abatido por um caça F-16 turco sobre o território sírio, tendo caído a quatro quilômetros da fronteira com a Turquia. O presidente russo, Vladimir Putin, chamou a derrubada do avião de um "golpe nas costas por cúmplices dos terroristas". Ancara declara que o Su-24 entrou no seu espaço aéreo. O Estado-Maior Geral da Federação da Rússia afirmou que o bombardeiro não tinha cruzado a fronteira com a Turquia, o que foi confirmado por dados da defesa antiaérea síria. Segundo os dados de uma fonte da Reuters na administração dos EUA, Washington tem todos os motivos de pensar que a aeronave foi abatida sobre Síria, mas o Pentágono não confirmou esta informação oficialmente.

O piloto do Su-24, Oleg Peshkov, foi baleado a partir do solo durante a ejeção por militantes turcomenos no território por eles controlado. O copiloto salvo, Konstantin Murakhtin, disse a jornalistas que o Su-24 não cruzou a fronteira e que a tripulação não recebeu quaisquer avisos da parte de aviões turcos.

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