Opinião: presidente francês precisa tomar uma decisão geopolítica

© Sputnik / Alexey Nikolsky / Abrir o banco de imagensPresidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da França, François Hollande
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente da França, François Hollande - Sputnik Brasil
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O presidente francês, François Hollande, encontrou-se com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira, em Moscou, para discutir esforços antiterrorismo, com atenções voltadas principalmente para a coordenação de atividades internacionais contra o Estado Islâmico.

O historiador e pesquisador do Centre Roland Mousnier, da Universidade de Paris-Sorbonne, Thomas Flichy de la Neuville, comentou a visita de Hollande a Moscou para Sputnik. Segundo o historiador, as relações entre a França e a Rússia tendem a melhorar, após um período de tensões e desencontros políticos.

“Hoje está claro que François Hollande e a França enfrentam contradições na política externa. O presidente deve tomar uma decisão geopolítica. Ele deve mudar de posicionamento, adotar uma visão mais realista do Oriente Médio e começar um diálogo construtivo com a Rússia, com o Irã e com a Síria”.

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“Quanto ao que se refere à Rússia, com que até bem pouco tempo atrás as relações eram tensas, poderá haver um sério progresso. A Rússia e a França coordenaram as posições sobre suporte técnico aos ataques aéreos no Oriente Médio. A visita de François Hollande a Moscou permitirá aprofundar a cooperação e fundar as bases de uma parceria produtiva”, opinou o interlocutor da agência Sputnik.

Ao comentar a derrubada da aeronave russa Su-24, o especialista disse que a Turquia demonstrou mais uma vez que não pretende combater o Estado Islâmico. 

“A Turquia agiu de modo irresponsável ao abater a aeronave russa, demonstrando que não pretende combater o Estado Islâmico. Todos já sabiam disso, mas ela acentuou isso. Turquia queria impedir essa aproximação que ela teme: a aproximação parcial, de situação ou regional das posições da França, dos EUA e da Rússia sobre o combate ao verdadeiro inimigo”, explicou Thomas Flichy de la Neuville.

Apesar de não prever uma retirada imediata das sanções contra a Rússia, o historiador enxerga uma tendência positiva com um possível alinhamento de posições também com a Alemanha. 

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“Essa aproximação [com a Rússia] está relacionada com o crescente alinhamento de interesses entre a opinião pública europeia e a opinião das autoridades. Eu penso que será necessário tempo para que essa aproximação geopolítica, que pressupõe uma determinação de um interesse geopolítico comum, encontre sua reflexão política. Imagino que levará um tempo até que isso se reflita em relaxamento das sanções econômicas, mas já é possível esperar algumas ações. Ainda mais se considerarmos que François Hollande esteve na Alemanha antes de visitar a Rússia”, concluiu o pesquisador.

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