Chancelaria russa realiza coletiva semanal

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Porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova - Sputnik Brasil
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A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, comenta o abate do Su-24 russo no céu da Síria pelo caça turco.

Zakharova disse que o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, realizará negociações com o seu colega sírio, Walid Muallem, sobre o processo político no país.

O ministro russo também visitará o Chipre em 1-2 de dezembro e encontrará com o presidente e chanceler chipriotas.

Espera-se que Lavrov participe de reuniões dos ministros das Relações Exteriores em Belgrado em 3-4 de dezembro. 

A representante oficial da chancelaria russa disse todas as declarações sobre vítimas entre os civis em resultado dos ataques aéreos russos na Síria são insinuações. 

"O que aconteceu [com o bombardeiro russo Su-24 abatido pelo caça turco F-16] parece uma fantasmagoria política", disse Zakharova citando o chanceler italiano Paolo Gentiloni.

Zakharova disse que o fato de que o piloto russo foi atingido a partir da terra é uma violação do direito humanitário internacional.

"A violação do direito humanitário internacional teve lugar quando foram realizados disparos contra o nosso piloto. Em particular, trata-se de uma pessoa que não é capaz de combater, o que é proibido pelo direito humanitário internacional", disse a diplomata.

Zakharova afirmou que os que esperavam que a operação russa na Síria fosse obstacularizada erraram porque a Rússia continuará lutar contra o terrorismo.

"Este combate será continuado em todos os aspectos", afirmou Zakharova.

A representante oficial russa chamou de "bárbaros" os comentários do Departamento de Estado norte-americano que indicam que o homicídio do piloto russo é ligado com o direito à autodefesa.

A diplomata russa disse que o Departamento de Estado norte-americano confirmou que usa informações que encontra em redes sociais:

"Se tudo está nas redes sociais queria prestar atenção do Departamento de Estado dos EUA bem como dos nosso colegas turcos ao fato de que agora há muitas informações sobre o envolvimento da família do Presidente Erdogan em negócios de petróleo com os terroristas. Por que não citam isso? Porque não levantam estas questões?"

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