Rússia e França criam sua própria aliança na Síria, deixando EUA a parte

© AFP 2022 / Anne-Christine PoujoulatAvião de ataque francês Dassault-Breguet Super Étendard aterrissa no convés do porta-aviões Charles de Gaulle no Mediterrâneo
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Parece que a tragédia em Paris acelerou mudanças que eram esperadas há muito tempo. Segundo o professor de ciências políticas norte-americano Stephen Cohen, “os EUA já não podem desempenhar o papel de hegemonia autodeclarada, ou de única superpotência no mundo, e a Rússia retornou para o palco dos assuntos internacionais”.

“Os atentados bárbaros em Paris resultaram quase de imediato numa aliança militar entre a França e a Rússia contra o Estado Islâmico na Síria. O presidente francês Hollande e a maior parte da Europa interrompem dramaticamente a linha política de quase dois anos da administração Obama no sentido de isolar a Rússia de Putin por causa da crise ucraniana“, disse o professor de Estudos Russos e Políticos na Universidade de Nova York e de Princeton no seu artigo, Stephen Cohen.

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Depois dos ataques terroristas, Paris demonstrou “a diminuição crescente da liderança e influência de Washington mesmo em relação à sua aliança ocidental”, escreve o especialista.

Entretanto, de acordo com a primeira sondagem depois dos ataques terroristas em Paris, a popularidade de Hollande atingiu o seu ponto mais alto desde janeiro.

Cerca de 33% dos respondentes aprovam as ações do presidente francês em comparação com 25% no mês anterior, informa a Bloomberg citando BVA Opinion.

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Cohen também afirmou que “no que respeita à Rússia, a liderança na Europa pode passar para Hollande e deixar de pertencer à chanceler alemã Merkel cuja liderança está em crise, agravada devido à sua política em relação à Grécia, Ucrânia e refugiados do Oriente Médio que invadem o continente europeu”.

Parece que agora a Europa aceita o argumento de longo prazo de Putin que “a reversão dos avanços do Estado Islâmico requer reforçar o Estado sírio e o seu exército no terreno, bem como o próprio presidente sírio Assad e não destituí-lo, como a administração Obama insistiu durante quase dois anos”.

Ao mesmo tempo, professor Cohen nota que o apoio europeu ao regime de Kiev “continua diminuindo” e descreve a administração Poroshenko como “mais um governo que está em grave crise” e a Ucrânia como o obstáculo principal nas relações entre a União Europeia e a Rússia.

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