Rússia reforça posição nas negociações sobre a Síria

© Sputnik / Dmitriy Vinogradov / Abrir o banco de imagensOs moradores jovens de Latakia, Síria participam de uma reunião para marcar o feriado do Dia Nacional da Unidade da Rússia e para expressar gratidão à Rússia para a sua operação de combate no seu país.
Os moradores jovens de Latakia, Síria participam de uma reunião para marcar o feriado do Dia Nacional da Unidade da Rússia e para expressar gratidão à Rússia para a sua operação de combate no seu país. - Sputnik Brasil
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A campanha aérea da Rússia contra o Estado Islâmico (EI) na Síria reforçou consideravelmente a sua posição nas negociações sobre a Síria, seja nas negociações entre os ministros das Relações Exteriores em Viena ou no G20 em Antália. Moscou irá usar esse fato como uma ferramenta para prevalecer, de acordo com o jornal alemão Die Welt.

O jornal prevê que tanto o chanceler russo, Sergei Lavrov, como o presidente Putin agora vão agir com mais confiança nas suas negociações sobre a Síria.

O sucesso da campanha aérea russa contra o Estado Islâmico, que "mudou fundamentalmente a situação no terreno", fará a Rússia sentir-se mais confiante.

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A resolução da crise síria é um processo difícil, escreve o jornal, mas é uma oportunidade para a Rússia a desempenhar um papel construtivo.

O resultado das conversações entre os ministros das Relações Exteriores em Viena sugere que o governo sírio e a oposição devem chegar a acordo no prazo de seis meses sobre a criação de um "governo de unidade nacional".

"Gostaríamos de que as delegações da Síria, tendo iniciado tais negociações, cheguem a acordo sobre um governo de união no prazo de seis meses — uma espécie de governo de unidade nacional que irá abordar as questões atuais", disse o ministro das Relações Exteriores russo após as negociações.

O plano de transição também sugere que o governo de unidade elabore uma nova Constituição e em 18 meses se realizem eleições livres, que serão organizadas pela ONU e de acordo com a nova Constituição.

No entanto, existem alguns obstáculos neste processo, diz o jornal.

Primeiro, é a composição da delegação da oposição. Os opositores ao atual governo da Síria vêm de muitos grupos diferentes. Eles tiveram que concordar com a composição dos representantes que devem participar das negociações.

Por outro lado, há a questão de saber quais são os grupos que devem ser aceites como parceiros de negociação e quais devem ser classificados como terroristas.

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Outra questão é como organizar a votação em um país devastado pela guerra, em que milhões de pessoas fugiram.

O destino do presidente Assad também continua a ser uma questão importante.

A posição da Rússia e do Irã, que insistem que o presidente Assad não deve se demitir e sugerem que ele poderá participar nas futuras eleições presidenciais, difere da postura da Arábia Saudita e Turquia, que exigem que ele deverá se afastar, embora não imediatamente.

Os EUA também querem Assad se demita; no entanto, as autoridades americanas dizem que ele poderá permanecer no poder durante um período transitório.

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