Rússia está pronta a colaborar com Líbano na luta contra terrorismo

© AFP 2022 / STR Investigadores trabalham no local de explosão em Beirute, no Líbano, em 13 de novembro 2015
Investigadores trabalham no local de explosão em Beirute, no Líbano, em 13 de novembro 2015 - Sputnik Brasil
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A Rússia está pronta para a colaboração mais próxima com as autoridades libanesas na luta contra terrorismo, nomeadamente contra o grupo terrorista Estado Islâmico que é proibido na Rússia, manifestou o serviço de imprensa do Kremlin.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou uma carta com condolências ao presidente da Câmara dos Deputados do Líbano, Nabih Berri, devido ao atentado terrorista em Beirute.

“Putin manifestou esperança de que os perpetradores e os encomendaram este crime sofram punição devida, sublinhando que a Rússia está pronta para a colaboração mais próxima com as autoridades libanesas na luta contra terrorismo, nomeadamente contra o grupo extremista Estado Islâmico”, diz-se em u, comunicado do serviço de imprensa.

De acordo com os últimos dados, pelo menos 43 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas depois de que duas explosões sacudiram o sul de Beirute. Os terroristas detonaram os explosivos com intervalo de 7 minutos entre, na mesma rua movimentada da cidade. A segunda explosão aconteceu justamente quando as pessoas começavam a socorrer os primeiros feridos.

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O grupo terrorista Estado Islâmico é neste momento uma das maiores ameaças à segurança global. Durante três anos os terroristas conseguiram conquistar partes consideráveis do território do Iraque e da Síria. Além disso, eles tentam expandir a sua influência no países da África do Norte, nomeadamente na Líbia. Segundo várias estimativas, o território controlado pelo Estado Islâmico alcance 90 mil quilômetros quadrados. Os dados sobre o número de militantes desta organização extremista também divergem – de 50 até 200 mil combatentes.

Não há uma frente unida de combate contra o Estado Islâmico: contra o grupo lutam forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se com ataques aéreos), assim como curdos e milícias xiitas iraquianas e libanesas (Hezbollah). 

O bairro Burj al-Barajneh em Beirute, onde aconteceram as explosões, é considerado um bastião do movimento Hezbollah e segundo alguns dados as explosões podem ser consideradas como vingança do Estado islâmico contra Hezbollah pelo apoio ao presidente sírio, Bashar Assad.

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