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Estratégia russa contra EI vai acabar com hegemonia dos EUA no Oriente Médio

© Sputnik / Dmitriy VinogradovRussian pilot gets into a Su-24 aircraft before taking off at the Khmeimim airbase in Syria
Russian pilot gets into a Su-24 aircraft before taking off at the Khmeimim airbase in Syria - Sputnik Brasil
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A firmeza adotada pela Rússia em sua operação militar contra o Estado islâmico na Síria prova que Moscou pretende reduzir a hegemonia no Oriente Médio e representar um papel essencial na resolução dos problemas econômicos e políticos da região.

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Quase um ano após o começo dos ataques aéreos realizados pela coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, não há resultados práticos.

recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que Irã, Egito, Jordânia, Emirados Árabes e catar cooperassem e participassem dos diálogos sobre o problema sírio.

A postura da Rússia na luta contra o terrorismo na Síria já se provou eficaz, afirma em um artigo Azam Molaee, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos para o Oriente Médio.

"A questão é: que fatores forçaram a Rússia a se voltar para as potências do Oriente Médio e começar a elaborar uma estratégia universal para combater terroristas?", diz o texto. 

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Primeiro, a virada de Moscou para os países do Oriente Médio tem origem no papel russo na resolução da crise síria. Putin pretende resolver o conflito na Síria e combater grupos terroristas como o Estado Islâmico antes que eles criem ameaças à paz e à segurança na região e nos países vizinhos, e até mesmo na Rússia, escreve o autor.

"Após o começo da operação, ficou claro que a crise não pode ser resolvida até que países da região entrem em acordo. É por isso que Moscou ressaltou seguidas vezes a necessidade de cooperação e diálogo de todos países envolvidos", apontou Molaee.

Arábia Saudita, catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos estão envolvidos na coalizão liderada pelos Estados Unidos. A Rússia, por sua vez, exigiu que o Irã participasse das conversas. Moscou e Teerã têm interesses em comum, diz o texto. Além disso, a Rússia não permitirá que países do Ocidente enfraqueçam a posição do Irã no Oriente Médio.

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Moscou também tenha, talvez, um interesse estratégico na tentativa de encontrar uma solução para a crise síria, presume o autor. Os países convidados pela Rússia a participar de uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico são importantes parceiros russos em comércio e investimentos. São também tradicionais aliados dos EUA no Oriente Médio.

Portanto, os planos da Rússia de expandir seus laços na região também têm como objetivo desenvolver parcerias econômicas e reduzir o domínio dos Estados Unidos no Oriente Médio, supõe o artigo.

"Não é surpresa que Putin pode estar usando esta operação contra o Estado Islâmico para reduzir a influência dos EUA e fazer da Rússia um ator significativo no Oriente Médio", conclui o autor.

 

 

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