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EUA ‘exibindo músculos’ com megaexercícios da OTAN em meio a tensões com a Rússia

© AFP 2021 / MARCELLO PATERNOSTROInauguração dos exercícios Trident Juncture em Trapani, na Itália
Inauguração dos exercícios Trident Juncture em Trapani, na Itália - Sputnik Brasil
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Os exercícios militares Trident Juncture da OTAN espelham a atitude beligerante de Washington à luz do aumento das tensões entre os EUA e a Rússia, segundo avaliou Carolyn Eisenberg, docente da Universidade Hofstra de Nova York, em entrevista à Sputnik nesta terça-feira (3).

A aliança militar ocidental demonstrou sua prontidão de combate durante a fase ativa das manobras, que começou em 21 de outubro e termina hoje. Sediados na Espanha, na Itália e em Portugal, bem como no Mar Mediterrâneo e no Oceano Atlântico, os exercícios da OTAN, já considerados os maiores da aliança em mais de uma década, envolvem mais de 36.000 soldados, 140 aeronaves e 90 navios e submarinos de 30 Estados membros e parceiros.

De acordo com Eisenberg, o Trident Juncture "reflete a crescente tensão entre a Rússia e os Estados Unidos” e constitui “uma óbvia tentativa de exibir poderio militar num momento de rivalidade intensificada". 

Deputy Foreign Minister Alexander Glushko - Sputnik Brasil
Planejamento militar da OTAN demonstra a adoção de uma política de contenção da Rússia
A professora de Política Externa norte-americana disse que, a despeito do fato de estes exercícios desestabilizarem ou não a situação geopolítica em qualquer sentido imediato, eles certamente contribuem para a atmosfera de medo e beligerância em ambos os lados.

Copresidente do grupo de trabalho legislativo da organização Unidos pela Paz e Justiça, Eisenberg disse ainda que os ativistas pela paz nos Estados Unidos há muito tempo acreditam que a política de expansão da OTAN é um erro.

"Pensamos que a política norte-americana deve ter como objetivo a desmilitarização da Europa, em vez de um aumento da atividade militar em ambos os lados. Seja no Oriente Médio ou em assuntos estritamente europeus, a necessidade urgente é de uma maior ênfase na diplomacia e de uma renúncia ao uso da força", recomendou a analista.

As relações entre a Rússia e a OTAN vêm se deteriorando drasticamente desde o ano passado, depois que a Crimeia foi reintegrada à Rússia (por vontade expressa da população local), e à medida que os combates começaram no leste da Ucrânia. 

Bandeira da OTAN é queimada durante protestos - Sputnik Brasil
Grande manifestação contra exercícios da OTAN foi realizada na Sicília este sábado
A aliança ocidental acusou a Rússia de se intrometer no conflito ucraniano e começou a reforçar sua presença no Leste Europeu, alegando a necessidade de proteger os países da região de uma suposta agressão russa. Assim, a OTAN vem executando um plano que inclui a criação de seis novas unidades de comando e controle na Polônia, na Romênia, na Bulgária, na Lituânia, na Letônia e na Estônia.

Moscou, por sua vez, rejeita veementemente as acusações relacionadas ao seu suposto envolvimento no conflito da Ucrânia e afirma que as atividades intensificadas da OTAN perto de suas fronteiras ocidentais minam a estabilidade regional e global.

Os exercícios Trident Juncture, sob a liderança dos EUA, desencadearam manifestações anti-OTAN na Espanha, em Portugal e na Itália durante o mês passado.

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