Ataques russos reduzem receita do Estado Islâmico com petróleo

© AFP 2022 / STR A member of the Syrian government forces walks next to a well at Jazel oil field, near the ancient city of Palmyra in the east of Homs province after they retook the area from Islamic State (IS) group fighters on March 9, 2015
A member of the Syrian government forces walks next to a well at Jazel oil field, near the ancient city of Palmyra in the east of Homs province after they retook the area from Islamic State (IS) group fighters on March 9, 2015 - Sputnik Brasil
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Especialista Hafsa Kara-Mustapha explica à Sputnik que três semanas de ataques aéreos russos reduziram drasticamente a capacidade do grupo terrorista de levantar os fundos necessários para sua operações - em contraste com a operação liderada pelos EUA desde o ano passado.

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Os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria foram ineficazes e até permitiram que o grupo terrorista continuasse a expandir sua influência, usando dinheiro de petróleo para financiar sua expansão na Síria, afirmou à Radio Sputnik o especialista em Oriente Médio Hafsa Kara-Mustapha.

No Iraque, o Estado Islâmico conseguiu capitalizar com a infraestrutura estatal de produção de petróleo, que foi abandonada desde a invasão ao país, em 2003. O lucro do grupo foi usado principalmente para a aquisição de novos equipamentos e para pagar salários de mais combatentes.

"É petróleo de graça para eles, então vendem a qualquer preço que considerem ser conveniente. Obviamente, qualquer preço, qualquer dinheiro gerado com isso é basicamente dinheiro de graça", já que as vendas de petróleo são feitas no mercado negro, sem regulação, explicou o especialista.

"Eles (Estado Islâmico) estão praticamente administrando uma indústria de petróleo graças a intermediários inescrupulosos que estão se beneficiando de petróleo barato. Toda essa volatilidade, na qual compra-se petróleo muito barato e revende-se a preços altos, dá lucro e, ao mesmo tempo, incentiva a organização terrorista a crescer."

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O Estado Islâmico aproveita-se de territórios sem lei em áreas desertas, especialmente entre o Iraque a Síria, para fazer transações e se aproveitar da ausência de fiscalização de policiais e outros oficiais do governo.

"No caos da guerra, muito poucas pessoas estão dispostas a fiscalizar corretamente, o que facilita o trabalho do Estado islâmico", afirma Kara-Mustapha.

Para o especialista, cortar a fonte de receitas do Estado Islâmico é crucial para levar paz à região, já que a organização não conseguirá financiar o equipamento ou os soldados necessários para a luta.

"Na essência, se você remove as receitas, está na verdade cortando, lentamente, a sustentação do Estado Islâmico. Talvez não corte a cabeça, e é um processo lento, mas você está enfraquecendo (o grupo) consideravelmente."

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