Exército sírio avança enquanto Rússia assusta o EI: Retrospectiva da semana

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Abrir o banco de imagensBombardeiro Su-24 decola a partir de aeródromo de Khmeimim na Síria
Bombardeiro Su-24 decola a partir de aeródromo de Khmeimim na Síria - Sputnik Brasil
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A Rússia multiplicou o número diário de ataques aéreos na Síria coordenando sua campanha com a ofensiva do exército sírio.

Durante a última semana, a Rússia destruiu 363 instalações do Estado Islâmico (EI), enquanto o exército sírio dava prosseguimento a ofensivas em todo o país para combater os grupos terroristas.

A presença da Rússia na Síria também levou a uma mudança no foco dos ataques da coalizão liderada pelos EUA contra o EI. As forças norte-americanas seguem realizando ataques aéreos menores na Síria, geralmente usando drones e se restringindo a áreas próximas das fronteiras iraquianas e turcas. 

No entanto, o uso dos drones tem criado problemas de controle do tráfego aéreo, muitas vezes fazendo com que os caças russos sejam obrigados a voar em estreita proximidade com as aeronaves não-tripuladas dos EUA, como mostrou o Ministério da Defesa da Rússia em um vídeo do voo de um drone MQ-9 Reaper.

Em Aleppo, o exército sírio começou uma ofensiva contra o EI com o objetivo de liberar a base aérea de Kweiris. Além disso, as tropas governamentais também liberaram várias aldeias em torno do sul da cidade.

A ofensiva parece ser eficaz, já que o EI está deslocando seus combatentes do Iraque para a Síria, de acordo com a inteligência do Ministério da Defesa. Contas no Twitter ligadas ao grupo terrorista têm postado mapas de uma suposta contraofensiva que os jihadistas estariam planejando, e que bloquearia a estrada que o exército sírio utiliza para o abastecimento de Aleppo.

O exército sírio também começou uma ofensiva na província de Latakia, que teve centenas de civis massacrados em anos anteriores pelo grupo terrorista Frente al-Nusra, afiliado à al-Qaeda na Síria.

© Foto / youtube/الدفاع الوطني - القناة الرسميةExército sírio usa o lançador múltiplo de foguetes termobárico TOS-1, antes visto no Iraque
Exército sírio usa o lançador múltiplo de foguetes termobárico TOS-1, antes visto no Iraque - Sputnik Brasil
Exército sírio usa o lançador múltiplo de foguetes termobárico TOS-1, antes visto no Iraque

 

Até agora, a campanha matou centenas de militantes, segundo fontes militares sírias, mas continua a ser uma das ofensivas mais difíceis devido ao terreno montanhoso de Latakia.

© Foto / youtube/الدفاع الوطني - القناة الرسميةE o resultado.
E o resultado. - Sputnik Brasil
E o resultado.

 

 

Em Damasco, a operação contra o EI e outros grupos terroristas ganhou terreno em vários pontos, de acordo com relatórios oficiais.

© Foto / youtube/VGTRKOperação noturna do exército sírio na área de Damasco
Operação noturna do exército sírio na área de Damasco - Sputnik Brasil
Operação noturna do exército sírio na área de Damasco

 

A capital da Síria é dominada pelo governo do país, e em muitas áreas controladas pelo grupo de oposição Exército Livre da Síria foram acordados regimes de cessar-fogo com o governo. No entanto, ainda restam algumas partes controladas pelo EI e outros grupos extremistas, incluindo a Frente al-Nusra.

© Foto / youtube/VGTRK Tem sempre um ou dois que escapam...
Tem sempre um ou dois que escapam... - Sputnik Brasil
Tem sempre um ou dois que escapam...

 

No leste de Deir Ezzor, os militares russos destruiram uma ponte importante que previamente permitia ao EI reabastecer um enclave que detinha na cidade. Ofensivas em Homs, Hama e Idlib também continuaram a ganhar terreno.

Não está claro se os mísseis TOW fornecidos pelos EUA, muitos dos quais supostamente acabaram nas mãos de grupos terroristas como a Frente Al-Nusra, continuam a destruir os tanques do exército sírio. Quase nenhum novo vídeo foi publicado; os grupos terroristas têm reutilizado vídeos antigos para apresentá-los como novos, a fim de fazer propaganda.

Por fim, a Rússia advertiu que algumas unidades da al-Nusra têm estado em conversações formar uma possível coalizão com o EI, que rompeu com outros grupos rebeldes em 2013 em meio à amarga luta por poder.

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