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Opinião: Intervenção russa vai consolidar transição para pôr fim à guerra civil síria

© Sputnik / Mikhail Klementiev / Abrir o banco de imagensBashar Assad, presidente da Síria, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, no Kremlin
Bashar Assad, presidente da Síria, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, no Kremlin - Sputnik Brasil
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O Presidente da Síria, Bashar Assad, visitou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou.

Embora os Governos sírio e russo só tenham liberado a informação nesta quarta-feira, 21, foi posteriormente informado que a visita de Assad a Putin ocorreu na terça-feira, 20, em meio a uma operação que exigiu um verdadeiro aparato de guerra, já que a segurança do líder sírio estava em jogo.

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Assad foi e voltou de Moscou a Damasco em avião militar russo, de grande porte, de modo a não chamar atenção, com o objetivo de preservar a sua segurança.

No Kremlin, o líder sírio agradeceu ao chefe de Estado da Rússia pelo apoio prestado ao seu país no combate aos militantes do Estado Islâmico, às suas instalações, equipamentos, depósitos, armas e munições.

O jornalista árabe Rasheed Abou-Alsamh destacou em entrevista exclusiva à Rádio Sputnik que Bashar Assad tem muito motivos para ser agradecido a Vladimir Putin pela proteção dada à Síria e por ter o líder russo rejeitado os planos dos Estados Unidos e da Europa para que o líder sírio deixasse o cargo.

Rasheed Abou-Alsamh acredita que, sem o apoio militar da Rússia, o Estado Islâmico ainda cresceria muito na Síria, "e com certeza os outros rebeldes também estariam avançando contra as forças de Bashar Assad".

O jornalista analisa que o convite de Assad para a Rússia intervir em território sírio foi uma decisão estratégica para a sobrevivência do regime.

“Sem essa intervenção russa, eu não acho que o Governo de Assad ia sobreviver por muito mais tempo. Os rebeldes em luta contra o Governo estavam avançando em várias áreas no oeste do país, e o Estado Islâmico estava ganhando mais território no norte do país. Agora, realmente, era uma hora crítica para a intervenção russa.”

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Mesmo após a ação militar na Rússia, os sírios, no entanto, continuam deixando o país, o que preocupa o jornalista, porque os riscos para os refugiados na rota de fuga para a Europa vão aumentar com a chegada do inverno na região.

“Pelo que eu tenho visto nos noticiários, a onda de refugiados tentando entrar na Europa, vindo pela Turquia, entrando na Europa do Leste, não tem diminuído em nada mesmo com a chuva e com o frio. E agora, com o inverno chegando, vai haver neve, e então isso é muito preocupante.”

Sobre a repercussão na imprensa árabe da ação militar russa na Síria contra o Estado Islâmico, Rasheed Abou-Alsamh explica que no Egito, por exemplo, a imprensa de lá está muito favorável, pois os egípcios sempre tiveram boa relação com a União Soviética e depois também com a Rússia, mas já na Arábia Saudita as opiniões se dividem:

“As relações com a Arábia Saudita são muito mais complicadas, mas há vários comentaristas no país favoráveis à ação russa. Com essa visita de Assad a Moscou, pude ler alguns comentários na imprensa saudita dizendo que isso não quer dizer que Vladimir Putin esteja apoiando Bashar Assad. Eles acham que isso é um processo de transição para um novo Governo, e que a intervenção russa  vai consolidar a transição para acabar com a guerra civil na Síria.”

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