Moscou quer evitar propagação do Estado Islâmico para Rússia e seus aliados

© Sputnik / Russian Defense MinistrySergei Shoigu, ministro da Defesa da Rússia
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O ministro da Defesa russo, general Sergei Shoigu disse que recentemente as atividades dos extremistas religiosos sob a bandeira do chamado Estado Islâmico se intensificaram significativamente.

Caça russo Su-34 aterrissa na base aérea de Khmeimim na Síria. - Sputnik Brasil
Força Aeroespacial russa destrói 19 centros de comando do Estado Islâmico
A Rússia não pode permitir que a ameaça terrorista do Estado Islâmico se espalhe e atinja a Rússia e os seus países aliados, disse na quarta-feira (21) o ministro da Defesa russo Sergei Shoigu.

“As atividades relacionadas com o extremismo religioso sob a bandeira do chamado Estado Islâmico recentemente se intensificaram significativamente. Não podemos deixar que a ameaça terrorista aumente ou se espalhe para a Rússia ou os seus aliados”, disse Shoigu durante a reunião conjunta entre os Ministérios da Defesa russo e bielorrusso.

O Estado Islâmico controla vastas partes do Iraque e da Síria e é conhecido por massacres e assassínios, bem como por destruir cidades históricas e memoriais. 

“As forças governamentais da Síria passaram da defesa à ofensiva com a nossa ajuda do ar e libertaram algumas partes do seu território que estava sob o controle dos militantes do Estado Islâmico. Vamos continuar apoiando as autoridades legítimas da Síria e criando condições para resolver o conflito”, disse Shoigu.

No fim de setembro, a Rússia, o Irão, o Iraque e a Síria criaram um centro de informação em Bagdá para coordenar as ações militares contra o grupo extremista. 

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O parlamento iraquiano planeja votar até o final deste mês a possibilidade do país solicitar o apoio da Força Aeroespacial russa na luta contra o Estado Islâmico.

Desde 30 de setembro último, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria. Durante este período a Força Aeroespacial russa realizou de cerca de 750 ataques liquidando algumas centenas de militantes, dezenas de postos de comande, armazéns e outras instalações dos terroristas. Além disso, os navios da Frota do Mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro que com sucesso atingiram os alvos do Estado Islâmico.

Segundo os dados do Estado-Maior russo, sofrendo danos em resultado dos ataques aéreos russos, os militantes do Estado Islâmico já começaram a recuar sendo privados da maior parte de armas e equipamentos na linha de contato com as tropas sírias. Para controlar a situação de modo mais eficiente, drones de reconhecimento russos aumentaram o número de voos. 

O presidente russo Vladimir Putin anteriormente confirmou que os prazos da operação aérea russa na Síria dependem da operação ofensiva dos militares sírios e excluiu a possibilidade de utilização das Forças Armadas russas em hostilidades terrestres.

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