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Palestinos podem receber direitos sobre Muro das Lamentações através da UNESCO

© AFP 2021 / GIL COHEN-MAGENJewish worshippers draped in prayer shawls perform the annual Cohanim prayer (priest's blessing) during Sukkot, or the feast of the Tabernacles, holiday at the Western Wall in the old city of Jerusalem on September 30, 2015
Jewish worshippers draped in prayer shawls perform the annual Cohanim prayer (priest's blessing) during Sukkot, or the feast of the Tabernacles, holiday at the Western Wall in the old city of Jerusalem on September 30, 2015 - Sputnik Brasil
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A UNESCO está considerando neste momento uma resolução proposta por uma série de nações árabes em nome da Palestina, que reclama o Muro das Lamentações em Jerusalém, considerado o local mais sagrado no judaísmo, como parte do complexo da Mesquita de al-Aqsa.

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A resolução “afirma que a Plaza Buraq [Muro das Lamentações] é parte integral da Mesquita de al-Aqsa/ al-Haram al-Sharif”, diz a mídia israelense, e foi proposta em nome da Palestina pela Argélia, Egito, Kuwait, Marrocos, Tunísia e Emirados Árabes Unidos. A proposta está sendo considerada pelo conselho executivo da UNESCO, que inclui representantes de 58 países. 

A imprensa israelense também declara que a resolução busca adicionalmente reclamar a Porta de Mughrabi que também se situa no Monte de Templo para os palestinos e condena as ações de Israel na Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém que eles chamam de “capital ocupada da Palestina”.   

A resolução também acusa o governo de Israel pela escalação de violência nos últimos meses, após uma onda de ataques de terror e a retaliação por parte das forças de segurança de Israel. Segundo a resolução, o apelo das autoridades israelenses aos cidadãos para portarem armas, resultou na intensificação da violência. 

A diretora-geral da UNESCO Irina Bokova criticou por sua vez na terça-feira (20) as ideias que possam resultar em “mudanças do status da Cidade Velha em Jerusalém”. Ela apelou ao conselho executivo para “tomar decisões que não contribuem para o aumento de tensão no local e que encorajam o respeito pelo caráter sagrado destes locais”. 

O Muro das Lamentações, considerado como o local mais sagrado em Jerusalém pelos judeus, é a única estrutura que permanece do Segundo Templo, destruído pelos romanos no ano 70 d.C., e fazia parte dos quatro muros erguidos pelo rei Herodes o Grande em torno do Monte do Templo.  

O Muro fica junto à Mesquita de al-Aqsa, no Monte de Templo, e faz parte do território tomado por Israel quando ele conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias em 1967. 

A Chancelaria israelense, por sua vez, ficou indignada com a resolução árabe:

“No contexto das tentativas palestinas de fazer passar na UNESCO uma resolução que distorce a realidade e falsifica os fatos históricos em Jerusalém ao apresentar o Muro das Lamentações como um sítio santo muçulmano, O Ministério do Exterior… trabalha ativamente para impedir estes planos pérfidos”.

Vítimas do conflito

Lembramos que a resolução foi apresentada no meio da onda de violência que sacudiu Jerusalém e a Cisjordânia.

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De acordo com a estatística do Centro de Estudos da Questão Judaica de Jerusalém, o  conflito já levou a vida de 8 israelenses e provocou mais 201 feridos.   

O Ministério de Saúde da Palestina declara por sua vez que 51 palestinos já foram mortos desde o início de acontecimentos. Entre as vítimas mortais estão dez crianças, o mais jovem dos quais tem 16 meses e o mais velho – 17 anos. Além disso, 1.900 pessoas sofreram ferimentos durante a dispersão e perseguição da multidão por parte da política israelense, que usou balas de borracha e de combate. 3.500 sofreram de dificuldades respiratórias na sequência do uso de gás venenoso pelas forças de segurança israelenses.

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