'Política destrutiva’ de Netanyahu gera críticas tanto em Israel como no estrangeiro

© AFP 2022 / THOMAS COEXVista de Jerusalém
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O Gabinete de Israel opõe-se à construção de um muro em Jerusalém Oriental, ordenada pelo premiê do país Benjamin Netanyahu, diz a Ynetnews.

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No mês passado Netanyahu ordenou a construção de um muro entre os bairros de Armon Hanatziv e Jabel Mukaber, em Jerusalém Oriental. Mas os membros do gabinete de segurança pressionaram o primeiro-ministro a encerrar o projeto após a sua reunião durante o fim de semana, diz a fonte. 

“O muro erguido em frente das casas de Armon Hanatziv divide Jerusalém e representa uma conquista e recompensa para o terrorismo. Ele não trará segurança e deve ser removido imediatamente”, manifestou o ministro do Transporte, Yisrael Katz.      

Uma série de outros ministros apoiaram as palavras de Katz, acrescentando que o muro dá impressão de que Jerusalém está sendo dividida. 

A decisão de erguer o muro foi tomada na sequência do aumento de casos de ataques contra a polícia com coquetéis Molotov e pedras. O município de Jerusalém, junto com a polícia, definiram os pontos de maior fricção onde o muro será construído. Foi decidido erguer um muro com um comprimento total 300 metros para separar os bairros judeus dos bairros árabes. 

Uma onda de violência sacudiu Jerusalém e Cisjordânia nas últimas semanas após confrontos em setembro entre a polícia israelense e palestinos no Monte do Templo, um lugar sagrado tanto para os judeus como para os muçulmanos. Desde o início deste mês pelo menos oito israelenses e 40 palestinos foram mortos, diz a edição +972 Magazine. 

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O premiê israelense Benjamin Netanyahu manifestou que Israel irá usar “todos os meios” para acabar com a violência palestina e que novas medidas de segurança serão implementadas. Ele avisou que irá responsabilizar o presidente palestino Mahmoud Abbas no caso de escalação de violência. 

A +972 Magazine também informa que uma rede internacional de grupos e indivíduos judeus empenhada em defender a justiça na Palestina fez uma declaração apelando a Israel para acabar com os assassínios e a ocupação. A rede, que foi fundada neste verão, abrange neste momento 16 países, inclusive o Brasil, a Austrália, Suíça e África do Sul e representa 15 associações. 

Segundo o preâmbulo da declaração, o grupo busca “reclamar a identidade judaica não como uma identidade nacionalista, mas como uma que celebra as nossas raízes, tradições e comunidades diversas onde quer que estejamos no mundo. Nós acreditamos que é essencial que haja uma voz judaica global para desafiar a política destrutiva de Israel, em solidariedade com a luta palestina. A rede internacional judaica visa tornar-se esta voz”.

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