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Chanceler iraniano: Testes de mísseis do Irã não infringiram resolução da ONU

© AFP 2021 / FABRICE COFFRINIJavad Zarif durante uma coletiva de imprensa em Lausanne
Javad Zarif durante uma coletiva de imprensa em Lausanne - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, garantiu neste sábado (17), em Teerã, que os testes de mísseis realizados por seu país não violam a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU. Zarif afirmou que a República Islâmica nunca aceitaria que o acordo nuclear afetasse sua capacidade de defesa.

“Não foi feita nenhuma referência à questão dos mísseis no Plano Integrado de Ação Conjunta (acordo sobre o programa nuclear iraniano) e acredito seriamente que nossos testes de mísseis não estão de forma alguma relacionados com a Resolução 2.231”, disse Zarif após reunião com o chanceler alemão, Frank-Walter Steinmeier.

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O chanceler iraniano destacou que até mesmo os EUA já entenderam que os testes não violam a resolução das Nações Unidas. Ele afirmou que o Irã provou mais uma vez que as armas nucleares não têm lugar em sua doutrina defensiva e que os mísseis do país não foram projetados para levar ogivas nucleares.

No domingo (11), o Irã testou com sucesso o míssil balístico de longo alcance Emad, projetado para ser guiado até o momento do impacto. O ministro da Defesa do país, general Hossein Dehqan, disse a repórteres ao comemorar o sucesso dos lançamentos que esta arma aumentaria consideravelmente o poder militar e a capacidade tática do país.

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O Emad foi totalmente projetado por cientistas iranianos e produzido no país. O chefe da Defesa do Irã destacou que o fabrico do míssil pode ser considerado um grande salto tecnológico e operacional em um campo estratégico.

Logo após o anúncio do sucesso dos testes do míssil Emad, alguns veículos da imprensa ocidental lançaram dúvidas quanto a legalidade do passo militar iraniano, alegando que seria uma violação à Resolução 2.231 do Conselho de Segurança da ONU.

No dia 14 de julho, o Irã e o sexteto, grupo de mediadores internacionais formado por Rússia, China, EUA, Reino Unido, França e Alemanha, assinaram um acordo sobre o programa nuclear iraniano, o Plano de Ação Conjunta Geral. O documento prevê a verificação da natureza pacífica das ações atômicas da República Islâmica em troca do levantamento das sanções econômicas e financeiras à Teerã.

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