EUA propõem parceria com Rússia contra EI, mas só se Moscou abandonar Assad

© AFP 2022 / BRENDAN SMIALOWSKIJohn Kerry em agosto de 2015
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Os Estados Unidos vão cooperar com a Rússia na luta contra o Estado Islâmico, mas só se Moscou aceitar a estratégia política americana de forçar a saída do Presidente Bashar Assad, afirmou nesta terça-feira o secretário de Estado americano, John Kerry.

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"Continuamos com nosso duplo objetivo, com o qual concordamos em Nova York com o Presidente (Vladimir) Putin", disse Kerry em uma entrevista coletiva em Boston. "Se a Rússia fizer as escolhas certas… Estou convencido de que isso terá um grande impacto sobre o Estado Islâmico em um período muito mais curto de tempo."

Kerry concedeu a entrevista após participar de um encontro ministerial com o secretário de defesa do país, Ashton Carter, a ministra de Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, e a ministra da Defesa australiana, Marise Payne.

"Há uma maneira de lidar rapidamente com isso (o progresso na luta contra o Estado Islâmico), e envolve a Rússia fazer uma escolha certa no campo político", analisou Kerry.

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O secretário afirmou também que a estratégia russa de usar poderio aéreo em cooperação com o governo sírio contra as forças islâmicas faria da Rússia um alvo maior para extremistas islâmicos.

"Eles (Rússia) vão descobrir que estão atraindo mais jihadistas para a luta… Então muito depende, nas próximas semanas, das escolhas que a Rússia estiver preparada para fazer", disse Kerry.

Na última semana, o governo dos EUA aceito tacitamente que seu apoio ao Exército Livre Sírio provou-se um fiasco e, portanto, anunciou que enviaria ajuda militar a outros grupos lutando contra o Estado Islâmico. Kerry prometeu um aumento nos esforços americanos no combate aos extremistas.

"Precisamos fazer mais. Precisamos pressionar mais. O Presidente (Barack Obama) já tomou as decisões que vão causar esse aumento de pressão", ressaltou Kerry.

Também nesta terça-feira, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Washington e seus aliados na coalizão contra o Estado Islâmico precisam decidir se seu objetivo é eliminar terroristas do EI ou usar os extremistas para atingir seus objetivos políticos.

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