Covardia terrorista: Militantes do EI se escondem em mesquitas para fugir dos caças russos

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Os terroristas do Estado Islâmico estão se escondendo em mesquitas para fugir da mira dos aviões russos, segundo disse nesta terça-feira (6) o vice-ministro russo da Defesa, Anatoly Antonov, citando provas em vídeo durante uma entrevista coletiva.

"Sabendo de nossa atitude cuidadosa, respeitosa em relação às mesquitas, eles [os terroristas] entendem que nós nunca – em quaisquer circunstâncias – realizaríamos ataques aéreos contra instalações civis", disse o vice-ministro, após participar de uma reunião com adidos de imprensa de vários países, com um representante dos EUA entre eles.

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Antonov enfatizou que a Rússia usa dados recolhidos a partir de sistemas de monitoramento espacial e aéreo, e não apenas as informações compartilhadas pelo exército sírio.

"Nós verificamos os dados uma centena de vezes. Nossas decisões são bem equilibradas, deliberadas e calculadas. Nós realizamos ataques aéreos apenas se tivermos 100% de certeza de que estamos acertando o alvo certo", sublinhou.

O vice-ministro também expressou pesar em relação à reação da mídia ocidental diante da operação militar russa na Síria, bem como em relação às declarações do secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter, sobre a necessidade de “resistir” às ações russas na Síria.

"Isso é uma verdadeira guerra de informação", observou.

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Antonov também revelou que o Ministério da Defesa russo e o Pentágono estão trabalhando em um documento sobre a coordenação das operações aéreas no país em guerra.

"Infelizmente, os EUA estão reduzindo nossa coordenação apenas aos seus aspectos técnicos – isto é, entre os nossos pilotos durante as suas missões", disse ele, acrescentando que o Estado-Maior russo, em princípio, apoia um acordo de cooperação com os EUA, mas que a Rússia não vai impor a parceria.

O vice-ministro também disse que uma videoconferência entre as pastas de Defesa dos EUA e da Rússia ocorreu no último dia 1º de outubro, e que uma segunda conversa está prevista para os próximos dias.

"Mas seria melhor se os nossos colegas viessem até nós e nós discutíssemos todos os problemas olho no olho aqui, na sede do Ministério da Defesa", acrescentou Antonov.

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