EUA admitem erro em ataque a hospital no Afeganistão

© AP Photo / Médecins Sans Frontières via APHospital da ONG Médicos Sem Fronteiras, em Kunduz, no Afeganistão, após o ataque aéreo dos EUA.
Hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras, em Kunduz, no Afeganistão, após o ataque aéreo dos EUA. - Sputnik Brasil
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O comandante das forças estrangeiras no Afeganistão, general John Campbell, prestou nesta terça-feira (6) depoimento ao Congresso dos EUA sobre o bombardeio na cidade de Kunduz, no sábado (3). O general Campbell admitiu que o ataque que atingiu um hospital e deixou 22 mortos foi um erro.

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Médicos Sem Fronteiras: ataque contra hospital no Afeganistão é crime de guerra
“Um hospital foi atingido por engano. Nunca teríamos como alvo intencional uma instalação médica protegida", afirmou o general norte-americano.

O hospital em Kunduz, Norte do Afeganistão, era mantido há quatro anos pela organização internacional Médicos Sem Fronteiras. No ataque, morreram 22 pessoas, entre médicos e pacientes, inclusive três crianças. Desde o mês passado, as forças afegãs e norte-americanas lutam contra militantes do grupo Talibã que dominam a cidade.

A instituição Médicos Sem Fronteiras culpou os Estados Unidos pelo ataque e afirmou que o hospital ficava em um lugar visível e conhecido pelas forças estrangeiras. A organização acusa as forças norte-americanas de cometer um crime de guerra.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos foi encarregado de apurar as circunstâncias do bombardeio. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, informou que o presidente Barack Obama exigiu um relato completo do que ocorreu, informou Agência Brasil.

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