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Deputados da Crimeia querem responsabilizar Poroshenko por tudo o que fez a Donbass

© Sputnik / Mikhail Markiv / Abrir o banco de imagensO presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko
O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko - Sputnik Brasil
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O presidente ucraniano Pyotr Poroshenko está levando a cabo uma política de “nacionalista exaltado” declarou o vice-presidente do parlamento da Crimeia, Andrei Kozenko, e convidou o líder ucraniano a ir à região para que seja responsabilizado pelas suas ações.

As autoridades da Crimeia sugeriram ao presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko que vá à península da Crimeia para responder pelo que “está fazendo em relação aos habitantes da Crimeia e do território de Donbass”, disse o vice-presidente do parlamento de Crimeia, Andrei Kozenko. 

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Durante a sua visita aos EUA o presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko declarou que Kiev conseguirá reaver o Donbass e a Crimeia, e que isso será “bastante em breve”. Discursando na Assembleia Geral da ONU, Poroshenko declarou que “o território da Ucrânia ocupado pela Rússia na Crimeia e na região de Donbass é equivalente a de cerca de 44 milhares de quilómetros quadrados” e que “milhões de ucranianos estão sob ocupação”.

“Hoje, a tarefa principal das atuais autoridades ucranianas é atrair a atenção, manifestar-se de qualquer modo. Quanto à Crimeia, nenhum dos políticos ucranianos perguntou como se sentem os habitantes de Crimeia, como é a sua vida. Nenhum deles veio ver como vivem as pessoas. Por exemplo, eu gostaria muito que Poroshenko cá viesse. Faríamos com que fosse responsabilizado por tudo que está fazendo em relação aos habitantes de Crimeia e em território de Donbass”, disse Kozenko à RIA Novosti.

Na sua opinião, Poroshenko está levando a cabo uma política de “nacionalista exaltado” em relação à Crimeia e Donbass, o que estimula grupos radicais na própria Ucrânia. 

“Não há nenhum bom senso nas suas palavras. Poroshenko se engana nas suas apreciações, o que confirma uma vez mais a falta de profissionalismo das autoridades ucranianas”, disse o vice-presidente.

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Vale lembrar que a península da Crimeia se tornou um destino popular entre os políticos europeus. No fim de julho do ano em curso, uma delegação francesa encabeçada por Thierry Mariani visitou a península para ver com os seus próprios olhos a vida na Crimeia depois do referendo. Pouco depois, muitos políticos italianos, alemães, portugueses e polacos manifestaram vontade de também visitarem a Crimeia.

A península da Crimeia se separou da Ucrânia para se juntar a Rússia em março de 2014 após um referendo em que mais de 96% da população votaram a favor da secessão. O governo central ucraniano e seus aliados ocidentais chamaram a votação de “anexação”, enquanto a Rússia assinalou que as ações da população local estiveram dentro do quadro do direito internacional.

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