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Joaquim Levy alerta que soluções fáceis não vão resolver crise econômica

© RafaB/Blog do Planalto / Abrir o banco de imagensO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em entrevista ao Blog do Planalto, após o anúncio da segunda fase do Programa de Investimento em Logística (PIL)
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em entrevista ao Blog do Planalto, após o anúncio da segunda fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) - Sputnik Brasil
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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira, durante um evento de premiação das empresas mais eficientes do Brasil, em São Paulo, que o país ainda vai passar por um período de turbulência devido à alta de juros dos Estados Unidos e alertou que o maior risco no momento é procurar soluções fáceis para tentar enfrentar a crise.

“A gente tem dificuldades, a gente tem incertezas, mas eu acho que o maior risco que talvez a gente tenha é a procura de soluções fáceis, a procura de que mudando uma peça aqui ou acolá se vai resolver tudo, quando há problemas que são objetivos. Nós tivemos um choque de termos de troca importante, vamos enfrentar ainda uma possível turbulência, na medida em que a política monetária americana avançar, e eles estão sendo extremamente cautelosos nesse avanço exatamente, porque eles sabem das repercussões em todo o mundo. A gente tem que estar preparado para isso, e o governo, desde o começo do ano, tem procurado se preparar para isso. Talvez com erros, com acertos, mas é muito claro isso”. 

Para ele, as estratégias de recuperação da economia brasileira têm de passar pelo aumento das receitas e pelo corte dos gastos. 

Na saída do evento, Levy afirmou para a imprensa que o ajuste fiscal vai permitir que haja a queda dos juros, e garantiu que os três passos estratégicos de recuperação da economia brasileira que estão sendo tomados pelo governo, chamados pelo ministro da Fazenda de novo ciclo de desenvolvimento e que passam pelo aumento das receitas e pelo corte de gastos, vão fazer com que o Brasil volte a crescer de forma mais contínua.

“Vamos trabalhar juntos para esse plano 1, 2, 3. O ajuste fiscal abre espaço para os juros poderem cair naturalmente, e aí também trabalha para se ter mais flexibilidade para a pessoa poder investir com mais segurança. Aí o Brasil vai crescer e sem voo de galinha. É um projeto como disse a presidenta, um novo ciclo de desenvolvimento”.    

Joaquim Levy comentou ainda o documento divulgado segunda-feira (28) pela Fundação Perseu Abramo, um centro de estudos criado e mantido pelo Partido dos Trabalhadores que faz duras críticas ao ministro da Fazenda e à política econômica do governo Dilma. 

O primeiro volume do estudo, chamado “Por um Brasil Justo e Democrático”, diz que “o ajuste fiscal em curso está jogando o país numa recessão, promove a deterioração das contas públicas e a redução da capacidade de atuação do Estado em prol do desenvolvimento. Mais grave é a regressão no emprego, salários, no poder aquisitivo e nas políticas sociais”.

Levy respondeu o conteúdo do documento citando uma frase de Abraham Lincoln, que diz: uma casa dividida não subsiste, mas uma casa com pluralidade até pode ser mais forte.

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