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Na ONU, Papa pede reforma no Conselho de Segurança e critica organismos financeiros

© AP Photo / Mary AltafferPapa Francisco discursa na ONU.
Papa Francisco discursa na ONU. - Sputnik Brasil
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Na presença de líderes de todo o mundo, o Papa Francisco fez nesta sexta-feira (25) o discurso de abertura da Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, na sede das Nações Unidas, em Nova York, e não mediu palavras para criticar os órgãos financeiros internacionais e os danos ao meio ambiente e pediu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.

“Os organismos financeiros internacionais devem velar pelo desenvolvimento sustentável e não a submissão asfixiantes dos países por sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência”, afirmou o Papa.

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A reforma do Conselho de Segurança da ONU, segundo Francisco, foi defendida pelo chefe de Estado do Vaticano. Ele disse que a adaptação aos tempos é sempre necessária, “progredindo rumo ao objetivo final de dar a todos os países uma participação real nas decisões”.

O Pontífice falou por 46 minutos, em espanhol, e por diversas vezes foi interrompido por entusiasmados aplausos. Ele começou seu discurso saudando os presentes e toda a “família Nações Unidas”, lembrou que é a quinta vez que um papa visita a ONU e destacou a atuação das Nações Unidas na busca pela paz mundial e em outras questões.

Após criticar o sistema financeiro, o chefe de Estado do Vaticano afirmou que “nenhum ser humano, indivíduo ou grupo pode ser considerado onipotente e autorizado a passar por cima do direito dos outros”. Ele lembrou que muita gente é vítima do mau exercício do poder econômico, político e tecnológico e destacou que o cenário é de muitos “falsos direitos”.

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Em seguida, Papa Francisco tocou na questão ecológica. Ele afirmou que os seres humanos são parte integrante do meio ambiente e que qualquer dano a este prejudica o próprio homem. O religioso ainda argumentou que todo mau uso do meio ambiente é precedido de processos de exclusão social e se mostrou confiante de que a próxima conferência sobre o clima, em Paris, possa conseguir um bom acordo.

O líder da Igreja Católica cobrou dos líderes mundiais que façam o possível para que todos dos seres humanos tenham o mínimo materialmente e espiritualmente para viverem em dignidade e formarem uma família. Ele condenou o fato de, em alguns países, as meninas serem excluídas da educação nas escolas.

A negociação e o direito, segundo o Pontífice, devem ser buscados sempre e que a busca para se evitar os conflitos precisam ser incansáveis. Segundo o Papa Francisco, a guerra é a negação de todos os direitos. O religioso condenou o que chamou de “colonização ideológica” que as nações ricas tentam impor.

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Papa Francisco também pediu que o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares seja aplicado rigorosamente. Segundo ele, todos devem se empenhar por um mundo sem armas nucleares. O Pontífice lembrou o acordo fechado recentemente entre as potências mundiais e o Irã.

A questão do Oriente Médio, norte da África e de outros países em que há perseguição aos cristãos e destruição dos locais de culto não foi deixada de lado pelo Papa Francisco. O Santo Padre ainda combateu o tráfico de drogas, que “mata milhões de pessoas em silêncio”.

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