República Centro-Africana registra 17º caso de abuso sexual envolvendo funcionários da ONU

© AFP 2022 / EDOUARD DROPSY / Abrir o banco de imagensVeículo blindado da MINUSCA durante patrulha pelas ruas de Bangui, capital da República Centro-Africana (14-09-2015)
Veículo blindado da MINUSCA durante patrulha pelas ruas de Bangui, capital da República Centro-Africana (14-09-2015) - Sputnik Brasil
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O escândalo envolvendo a missão de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana, acusada de uma série de abusos sexuais contra a população local, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, com o relato de um novo caso suspeito, elevando assim para 17 o número total de denúncias contra funcionários da ONU no país.

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Nos últimos meses Diversos membros da MINUSCA, como é conhecida a missão, são alvos de diversas acusações de estupro, que podem envolver até crianças de 11 anos de idade.

Segundo o chefe das missões das Nações Unidas, Hervé Ladsous, que esteve recentemente na República Centro-Africana, as denúncias contra a força de paz da ONU podem ser descritas como catastróficas. 

"Há atualmente 17 alegações de exploração sexual e abuso por parte de funcionários da ONU na República Centro-Africana", informou a MINUSCA através de um comunicado. "Desses 17 casos, 13 envolvem alegações contra militares, uma envolve alegações contra a polícia, um caso é contra um civil e, em dois casos, o status do perpetrador é desconhecido". 

De acordo com autoridades das Nações Unidas, cada um dos relatos está sendo documentado e investigado, com a devida preservação das evidências e análise dos fatos. 

Incomodado com as denúncias contra a MINUSCA, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu demitir, no último mês, o então responsável pelas operações da missão na República Centro-Africana, o general senegalês Babacar Gaye, e apontar para o cargo Parfait Onanga-Anyanga, do Gabão. 

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