Shinzo Abe não irá à China

© AP Photo / Shizuo KambayashiPrimeiro-ministro do Japão Shinzo Abe
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O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe não irá a Pequim para as celebrações que marcam o fim da Segunda Guerra Mundial. O líder japonês não estará presente na parada militar em Pequim em 3 de setembro nem vai participar de outros eventos no dia 2 e 4 de setembro.

O anúncio foi feito no dia 24 de agosto, em Tóquio, pelo secretário-geral do Governo do Japão, Yoshihide Suga. 

A visita a Pequim não se encaixa no horário do primeiro-ministro, que está muito ocupado com o trabalho no Parlamento, explicou o secretário-geral do Governo nipônico. No início de Setembro, o premiê irá debater na câmara alta do parlamento as alterações à legislação no domínio da defesa, disse ele. 

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Enquanto isso, hoje a agência Kyodo informou que o Japão supostamente insistiu na realização da visita no dia 2 ou 4 de setembro. A mesma fonte disse que o lado chinês convidou-o para ir a Pequim na noite de 3 de setembro depois da parada militar na Praça de Tiananmen. Mas o acordo não foi alcançado. 

A recusa de Shinzo Abe a participar nas celebrações na China, dedicadas ao 70º aniversário da vitória do povo chinês na guerra contra o Japão, mostra a política de "bloco" que o Japão está realizando em conjunto com os países ocidentais em relação à China, considera o especialista do Centro para Estudos Japoneses do Instituto de Estudos do Extremo Oriente, Victor Pavlyatenko:

"A razão para a recusa foi a falta de vontade do Japão a quebrar a frente única das potências ocidentais na estratégia global em relação à China", acredita o especialista.

Na sua opinião, é, pelo menos, uma demonstração de compromisso com a política comum dos países do Ocidente para conter a China.

"Deste modo, o Japão permanecerá entre os líderes ocidentais que formam a ordem mundial. Este é o modo de realizar a assim chamada política de bloco [contra a China]", disse ele. 

De acordo com vários peritos, certamente há forças que trabalham para melhorar as relações com a China, e existem forças a favor de uma linha dura. Esta última é realizada de acordo com as demandas de Washington.

A parada militar em Pequim é ignorada por motivos políticos pelos líderes dos Estados Unidos e muitos países ocidentais. O primeiro-ministro japonês não queria ser uma "ovelha negra" entre os seus aliados ocidentais. 

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A recusa de Shinzo Abe a visitar Pequim e se reunir com o presidente Xi Jinping é lamentável. Isso certamente ajudaria a melhorar as relações sino-japonesas.                       

Enquanto isso, a bandeira da Rússia foi levantada em Pequim na véspera da chegada da guarda de honra da Rússia para participar de um desfile militar na China. Juntamente com as bandeiras russas e chinesa, no local já se encontram as bandeiras nacionais da Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Mongólia, Paquistão, Camboja, Laos, Sérvia, Egito, Cuba, México, Ilhas Fiji e Vanuatu, Afeganistão e Venezuela. É possível a participação de guardas de honra de outros países.

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