Mídia norte-americana: Rússia e China são imãs para outros países

© Sputnik / Alexei DruzhininO presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Parada da Vitória.
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Parada da Vitória. - Sputnik Brasil
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Ao mesmo tempo que os EUA vão perdendo influência na arena internacional, a aliança russo-chinesa demonstra capacidade de criar um sistema financeiro alternativo, escreve The National Interest.

Relações sino-russas - Sputnik Brasil
China Times: aumento de pressão por parte da Rússia e da China preocupa os EUA
O período do mundo unipolar tornou a política externa norte-americana primitiva: Washington agora não consegue tomar decisões corretas e analisar adequadamente os eventos internacionais, opina a edição.

"A nossa capacidade de pensar e de falar a sério sobre a política internacional está a piorar e preocupa-nos, tendo em conta o fato de que o mundo se torna cada vez mais difícil," escreve The National Interest, fazendo notar as relações tempestuosas com a Rússia e a China.

A edição acredita que a ideia de que, no mundo unipolar, tudo o que Washington precisa para alterar o mundo é a vontade contradiz as forças ativas na arena global e mostra que os EUA ignoram constantemente os desafios internacionais, incluindo a ascensão da China:

"Com certeza, a China tem as suas fraquezas e há quem diga que, sem reformas políticas fundamentais, o país pode repetir o destino da União Soviética, mas não esperem por isso. Apesar da divisão étnica e religiosa, a China está menos suscetível de colapsar".

Segundo os especialistas, é impossível negar que a cooperação russo-chinesa influencia o resto do mundo. 

"A Rússia e China agem como imãs para outros países, já começam a construir uma nova infraestrutura para completar e, finalmente, substituir o sistema financeiro internacional controlado pelo Ocidente" conclui a edição.

Primeiro-ministro da Rússia Dmitry Medvedev - Sputnik Brasil
Premiê russo anuncia alargamento da plataforma continental do país
Entretanto, durante a sua visita às ilhas Curilas o premiê russo Dmitry Medvedev afirmou que o projeto chinês da Rota da Seda é um projeto de parceria e não concorre com a União Econômica Eurasiática.

"Nós acordamos que vamos tentar juntar as oportunidades deste projeto e aquelas que os nossos mercados comuns com o Cazaquistão, a Bielorrússia, a Armênia e o Quirguistão nos dão", disse Medvedev no decorrer do Fórum Iturup.

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