Exército tcheco irá combater imigração ilegal

© AFP 2022 / MICHAL CIZEKExército tcheco
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O presidente tcheco Milos Zeman e o chefe do Estado-Maior, Josef Bečvář, chegaram à conclusão durante o seu encontro neste fim de semana que o Ministério da Defesa terá de enviar o seu pessoal para a proteção das fronteiras do país devido ao fluxo sem precedentes de imigrantes ilegais, transmite a agência de notícias tcheca ČTK.

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Ainda não há detalhes concretos sobre a participação do exército na proteção das fronteiras nacionais, comentou o encontro o porta-voz do presidente tcheco, Jiří Ovčáček. 

“Não foram tomadas decisões concretas, não foram divulgadas datas. Mas as partes são unânimes na opinião de que o exército deve participar da proteção das fronteiras da República Tcheca contra a imigração ilegal”, comunicou Ovčáček. 

Segundo a opinião do chefe do Estado-Maior tcheco, 1.500 soldados é o número máximo de homens que podem ser enviados para efetuar a nova missão sem prejudicar o funcionamento normal de estruturas militares. O exército tcheco possui um total 21 mil militares. 

“Nós podemos sem restrições significativas destinar 1.500 militares para ajudar a polícia da República Tcheca”, disse Bečvář. 

Ele acrescentou que, numa situação de crise, este número pode ser aumentado até 2.600 homens. 

Bečvář informou o presidente que os especialistas militares já efetuam encontros de trabalho conjuntos com os policiais para que o exército possa reagir de maneira flexível no caso de aprovação por parte do governo da decisão quanto à participação do exército na proteção das fronteiras nacionais.

Petr Hampl, sociólogo tcheco, comentou à Sputnik que estas medidas são atrasadas:

“Um grande erro do governo consiste em que não foram tomadas a tempo as medidas necessárias, embora tivéssemos apelado nesse sentido”

"É preciso começar a proteger as fronteiras nacionais com os países dos quais vêm os imigrantes muçulmanos. É preciso proteger as fronteiras em toda a sua extensão e não só os pontos de controle fronteiriço… A situação atual, em que as fronteiras são atravessadas de forma livre por milhares de pessoas, inclusive terroristas preparados, evidencia uma ameaça terrível à segurança", acrescentou.

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