Mídia: EUA não estão preparados para guerra com a Rússia

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Duas fontes anônimas no Pentágono declararam que os Estados Unidos não estão preparados para um hipotético conflito com a Rússia por causa do esgotamento provocado pelos combates no Oriente Médio, relata nesta sexta-feira o Daily Beast.

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"Muitos nos círculos militares acreditam que após 15 anos de luta contra o terrorismo, as tropas terrestres estão mal preparadas para manter a logística ou o nível dos soldados caso a Rússia ataque aliados da OTAN", declararam as fontes à publicação.

Ambos, contudo, acreditam que Washington poderia derrotar os russos sempre que pudesse utilizar todos seus recursos.

"Poderíamos derrotar os russos hoje em dia? Claro que sim, mas para isso teríamos que recorrer a tudo que temos (…) ou seja, não estamos tão preparados como gostaríamos", ressaltam.

Desde os atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos já não contam com o mesmo domínio aéreo para enfrentar Moscou. Qualquer conflito de grande magnitude, como contra um adversário como a Rússia, significa que Washington teria que remanejar recursos de outras partes do mundo, explicam as fontes.

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Os militares apontam que não existe uma posição unânime a respeito do tipo de ameaça que significa a "Rússia de Putin".

"Moscou tem aproximadamente quatro mil armas nucleares, o terceiro maior orçamento  militar do mundo e um líder cada vez mais beligerante. Há pouco consenso sobre o quão provável seria essa ameaça."

Na opinião das fontes ouvidas pelo Daily Beast, os exercícios Allied Shield, realizados este ano pela OTAN, demonstraram que os Estados Unidos não são capazes de suportar uma guerra prolongada com a Rússia. Além disso, "a combinação russa de forças especiais, agentes locais, guerra de informação, cyberespionagem e ataques com tecnologia furtiva" faz os EUA buscarem uma possível resposta."

"É claro, querem comprovar a agressão russa, especialmente se Putin se envolver contra aliados da OTAN no Báltico. Não têm certeza de como fazê-lo evitando que isso provoque uma Terceira Guerra Mundial, (…) sobretudo agora que a Rússia se declarou disposta a usar armas nucleares em um conflito convencional."

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